Carta do Leitor: o mercado da bunda

Por: Luzia Francisco
Maianga – Luanda

Caro director

Quase todos os dias recebo pela Internet, nas minhas redes sociais, imagens promocionais de jovens angolanas rabudas a exibir os seus atributos.

Não acho mal de todo se forem rabos verdadeiros, naturais. Mas isto de irem aos curiosos de ocasião para injectar porcarias é que não faz sentido.

Acho indecoroso que mulheres passem estas mensagens exibindo partes do corpo, em busca de clientes. Estamos mesmo a viver o mercado da bunda. Não sei quem são os clientes, mas devem ser mais cabeças de vento do que elas. Há até concursos entre as rabudas da Maianga e as do Kilamba e por aí fora, é a futilidade a tomar conta das nossas vidas. Acho que as mulheres se deveriam fazer respeitar mais.

Agora começam a surgir notícias de uma ou outra que foi parar ao hospital por causa dos efeitos colaterais das ditas injecções. A mais famosa do momento na cama de um hospital é a kudurista Samara Panamera. Será que isto servirá de alerta para as miúdas?

O Estado deve intervir, não há nada de fazer o que se quer com o corpo, porque hospital custa dinheiro ao Estado. E as famílias também devem prevenir. E a Polícia deve desfazer as ditas festas em que o objecto que se vende, ao fim e ao cabo, é o corpo.

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