COMEÇA A FESTA DO FUTEBOL NO EGIPTO

 

Treze anos depois, o CAN regressa à terra dos Faraós. Durante trinta dias, África vai estar na berlinda, tudo, porque o seu futebol atrai qualquer amante desta modalidade

Por: Sebastião Félix

É hoje! O Egipto volta a reunir as estrelas do futebol africano. No CAN 2019, os artistas da bola vão animar os adeptos nas bancadas e noutros pontos do continente berço. Durante trinta dias, vinte e quatro selecções vão bater-se pelo troféu da prova que pela primeira vez se disputou no Sudão em 1957, coroando os Faraós, anfitriões do actual certame, como campeões naquele ano. Com este aumento, as equipas estão distribuídas em seis grupos. Isto altera os modelos anteriores. Antes participavam três, quatro, oito, doze e dezasseis formações. Depois de a Confederação Africana de Futebol (CAF) ter adoptado a filosofia em questão, uma corrente defendia que o CAN perderia a sua originalidade em termos competitivos. Mas uma outra, nos corredores do órgão que rege a modalidade no continente, admitiu que o aumento vai estimular a competitividade entre as selecções na fase de qualificação. Os cinquenta e dois jogos serão disputados na cidade do Cairo,palco da final, Ismailia, Port Said e Suez, sendo que o número de jornalistas para a cobertura do evento ultrapassou as expectativas, segundo o Comité Organizador. Nesta XXXI edição, é importante frisar que os donos de casa são candidatos, aliás contam com os préstimos de Mohammed Salah, atleta do Liverpool da Inglaterra e campeão da Liga dos Campeões da UEFA. A última conquista do Egipto deu-se no CAN 2010, que Angola acolheu nas cidades de Luanda, Benguela, Lubango e Cabinda, palco onde a selecção do Togo foi atacada por rebeldes da FLEC. Por isso, em casa, o objectivo é vencer e continuar a manter-se no topo como o país que mais títulos acumula nesta prova africana, isto é, os donos de casa conquistaram já cinco troféus. A história do Egipto e as suas potencialidades turísticas atraem qualquer cidadão do mundo. Tudo indica que turistas dos quatro cantos do mundo vão escalar o  solo egípcio, aliás, a magia do futebol africano também atrai qualquer amante desta modalidade. Apesar dos problemas políticos que aquele país viveu nos últimos tempos, as receitas do turismo continuam a subir, segundo dados disponibilizados pelo órgão de tutela no palco da competição. Egipto não é só futebol, pois conhecer as paisagens do Rio Nilo, o Museu do Cairo, a Biblioteca de Alexandria, uma das mais antigas do mundo, as Pirâmides e outros pontos turísticos, alimenta a alma de qualquer pessoa. Por isso, no dia 19 de Julho próximo, África e o mundo do futebol vão conhecer o novo campeão. A selecção dos Camarões, equipa com muitos adeptos fora do seu ordenamento, é a detentora do troféu.

Donos de casa têm mais títulos

Miguel Kitari

Com a realização da Taça das Nações em Futebol – CAN, em Junho do ano em curso, o Egipto confirma a sua força no futebol em África, a nível de clubes, selecções e diplomático. o Egipto é o campeão dos campeões do CAN, e dos que mais organizou a competição, confirmando a sua força a nível do futebol continental (cinco títulos, e um deles conquistado em Angola). A sua força não fi ca apenas pelas selecções. É nos clubes onde tudo começa: Al Ahly e Zamalek “mandam” no futebol em África, marcando presença todos os anos nas competições continentais. Ao longo dos tempos, o Egipto produziu jogadores que se tornaram referências. Oussan Houssan, Midó, Abutrika e agora Mohamed Sala são alguns nomes daquele país árabe que já se rendeu ao futebol angolano. Prova disso é a contratação de quatro jogadores para o “colosso” Al Alhy. São os casos de Avelino Lopes, Flávio Amado e Gilberto Amaral (um verdadeiro embaixador de Angola naquele país), todos eles saídos do Petro de Luanda em 2001.

E agora do 1º de Agosto saiu Geraldo, que já marca com a camisola do clube mais titulado do Egipto e de África .

Faraós vs Zimbabwe

O Egipto, como anfitrião, abre o CAN com o Zimbabwe, no Estádio Internacional do Cairo, em partida a contar para a primeira jornada do grupo A, às 21:00. Em casa, os Faraós querem começar com o pé direito, por isso são obrigados a surpreender o adversário, que de um tempo a esta parte tem feito bons resultados nos jogos amistosos.

Mohammed Salah, atleta do Liverpool da Inglaterra, é esperado com muita expectiva pelos adeptos. Deste modo, precisa estar inspirado para levar a sua equipa à vitória nesta noite. A acontecer, os donos de casa terão meio caminho andado rumo à outra fase. Aliás, também medirão forças com o Uganda e a República Democrática do Congo, adversário com argumentos técnicos e tácticos. Tresor Mputu Mabi, do Congo, é a estrela daquela formação.

Camarões, o campeão africano

Os Camarões, que vão evoluir na cidade de Ismailia, chegam ao palco da competição com o rótulo de campeões. No entanto, são obrigados a dar o litro para repetirem a proeza. Mas é ponto assente que não será fácil, uma vez que o Egipto é uma casa difícil, tendo em conta a tradição dos anfitriões quando estão nas competições africanas de futebol. os leões Indomáveis, no CAN passado, no gabão, bateram o Egipto na final por duas bolas a uma. os Camarões, com uma equipa jovem, mostraram que podem dar mais na prova actual. Assim, é verdade que os donos de casa, não estando na mesma série que os camaroneses, vão entrar com o vontade de vingança, caso se cruzem nas fases posteriores do campeonato. A acontecer, os egípcios, diante do seu público, tudo farão, em campo, para deixar para trás os camaroneses, formação de respeito dentro e fora do continente africano.

 

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