DG do CNC assinou cartas em branco

O ex-director do CNC assinou 100 cartas em branco para Isabel bragança movimentar as contas bancárias da empresa durante a sua ausência por razões de saúde. Cada carta permitia movimentar no máximo 5 milhões de Kwanzas

No regresso à função recebeu justificação de pelo menos 60 delas. As restantes 40 nunca foram devolvidas e nem justificadas pela antiga responsavel pelas finanças.

O ex-director geral do Conselho Nacional de Carregadores respondeu esta Quinta-feira a perguntas dos mandatários dos co-réus.António Paulo foi questionado sobre as mesmas coisas que lhe foram perguntadas pelos juizes e MP.

Os causídicos, cada um no interesse do seu defendido, conduziram o depoimento do antigo director do CNC para questões triviais em busca de “somar pontos” a favor das suas causas. Na próxima Terça-feira, na retomada do interrogatorio, vai usufruir deste direito a equipa que defende Augusto Tomás, e espera-se que António Paulo receba uma bateria de perguntas no sentido de ficar demonstrado que o ex-ministros não é responsavel por eventuais irregularidadea ocorridas no CNC. As previsões iniciais de realizar a primeira etapa de julgamento deste caso em 15 dias já estão goradas, pois a caminho da terceira semana apenas este é o terceiro réu a depôr.

Até agora já foram ouvidos Augusto Tomás da Silva, antigo ministro dos Transportes e Isabel Bragança, antiga responsável pela área de Administração e Finanças. Por ouvir estão outros 2 réus.

Além de Isabel Bragança e Augusto Tomás, são réus no caso CNC Manuel António Paulo, ex-director-geral, Rui Manuel Moita e Eurico Alexandre Pereira da Silva, ex-directores adjuntos para a área Técnica, e Administração e Finanças, ambos funcionários do Conselho Nacional de Carregadores.

Augusto da Silva Tomás que se encontra detido desde 21 de Setembro de 2018, responde com os restantes funcionários do Conselho Nacional de Carregadores, por múltiplos crimes nomeadamente; peculato na forma continuada, violação de normas de execução de orçamento, abuso de poder, participação económica em negócios e branqueamento de capitais.

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