EIu mostra contração no PIB de Macau de 0,3% este ano

Jogos e o turismo são as principais fontes da renda de Macau. Segundo a EIu, a queda do crescimento económico da China terá impacto na economia de Macau

Macau vai terminar o ano de 2019 com uma contracção de 0,3% ao contrário da anterior previsão que apontava para uma expansão do PIB da ordem dos 3,2% em 2019, segundo previsão do The Economist Intelligence Unit (EIU). Uma das razões apontadas pelo EIU para a previsível contracção do PIB em 2019 é o facto de durante o corrente ano o governo de Macau não ter feito grandes investimentos em obras públicas e não estar previsto a abertura de qualquer novo casino ou “resort”. O EIU refere, no entanto, que a economia de Macau deverá voltar a crescer 1,6% em 2020 ano em que se espera se iniciem novos projectos de obras públicas nomeadamente no sector da habitação social, dos transportes e infra-estruturas.

Anteriormente o EIU apontava para um crescimento da economia de Macau na ordem dos 3.8% em 2020 valor que é agora reduzido. A análise do EIU considera, no entanto, que estes novos projectos, de que destaca a nova zona de aterros junto ao terminal da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, o futuro hospital no Cotai e o início das operações do metro ligeiro de superfície na Taipa, não trarão alterações substanciais no PID de Macau até ao final de 2020.

O documento considera ainda que o investimento em 2019 cairá 28,9% muito acima das anteriores previsões que apontavam para uma queda de apenas 4,1%. O documento assinala também que a queda do crescimento económico da China terá impacto na economia de Macau, nomeadamente junto dos casinos de Macau, onde os turistas do continente irão certamente apostar menos.

A abertura prevista do Grand Lisboa Palace da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), no Cotai, prevista para o inicio de 2020 poderá ajudar a que a queda do crescimento de Macau não seja, no entanto, tão acentuada.

O EIU refere igualmente que as seis licenças dos operadores de jogo que possuem casinos em Macau deverão ser renovadas em 2022 mas por um período inferior aos actuais 20 anos e afirma estar convicto que não serão concedidas mais licenças de jogo.

A economia de Macau

Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) da República Popular da China é uma pequena economia de mercado, extremamente aberta e liberal, com livre circulação de capitais, como resulta da sua longa história como porto franco. A moeda oficial usada nesta região é a pataca e encontra- se indexada ao dólar de Hong Kong. Macau faz parte da Organização Mundial do Comércio. A Economia de Macau é em grande parte baseada no jogo e no turismo.

Estas duas actividades económicas contribuíram de modo fulcral para o rápido crescimento que a economia de Macau está a experimentar actualmente. Outras actividades importantes são a indústria têxtil e a produção de fogo-de-artifício, brinquedos, produtos electrónicos e flores artificiais, as transacções bancárias e a construção civil.

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