Centro de Hemodiálise vai atender mais de 70 pessoas no Lubango

O Hospital Central do Lubango tem vindo, nos últimos tempos, a beneficiar de algumas obras de ampliação ao nível dos seus serviços. Recentemente foi inaugurado um centro de mamografia, amanhã, Terça-feira, é inaugurado o primeiro Centro de Hemodiálise da província que, porém entra em funcionamento apenas a 14 de Julho, pela complexidade da transferência dos pacientes, segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta

POR: João Katombela, na Huíla

O primeiro Centro de Hemodiálise do Hospital Central do Lubango é inaugurado amanhã pela ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, na presença do Presidente da República, no âmbito da sua visita de trabalho que hoje começa na cidade do Lubango, mas começa a receber doentes apenas a partir de 14 de Julho, disse ontem, nesta cidade, a ministra. O empreendimento, que vai funcionar na cave do maior Hospital da Região Sul do país, foi instalado com uma capacidade de atendimento diário de 75 pacientes com insuficiência renal.

A nova unidade conta com 25 cadeiras e surge em resposta imediata às grandes preocupações relacionadas com a necessidade de criação de áreas especializadas, capazes de prestar melhor serviço à população. Falando aos órgãos de comunicação social na província da Huíla, a directora do Hospital Central do Lubango, Maria Antunes, fez saber que este centro vai atender prioritariamente pacientes com falência renal aguda e crónica. “Estes serviços serão grátis”, esclareceu. Para o seu pleno funcionamento, a unidade vai contar com um total de 20 técnicos, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio para assegurar os seus serviços aos utentes das províncias da Huíla, Namibe, Cuando Cubango e Cunene.

António Mujanga, que tem o pai com insuficiência renal, diz que com a entrada em funcionamento do primeiro centro de hemodiálise na cidade do Lubango vai deixar de gastar dinheiro com bilhetes de passagem para Benguela e Luanda, ou mesmo para fora do país. “É uma grande satisfação, pelo menos o dinheiro que se gastava na deslocação a Benguela, Luanda ou mesmo fora do país, vai servir para a aquisição de alguns medicamentos que são necessários, só esperamos que não haja preferência no atendimento” disse. O PR, João Lourenço, cumpre hoje uma vasta agenda de trabalho na cidade do Lubango, capital da província da Huíla, com a duração de 48 horas, e vai proceder à inauguração de vários equipamentos sociais, com destaque para estradas construídas no âmbito do processo de requalificação das infra-estruturas da cidade iniciado em 2017 com um custo global de USD 212 milhões. João Lourenço vai ainda proceder à entrega do Colégio Paula Frasinetti, que há muitos anos tinha sido usado pelo Governo através do Ministério da Educação, tendo sido recentemente reabilitado pelo Governo Central. Além de se reunir com distintas personalidades e empresários da província da Huíla, o Titular do Poder Executivo, vai também proceder à entrega das primeiras casas da centralidade da Quilemba, cuja construção teve o seu início em 2010.

“Febre” de lavar o asfalto continua

Na sua segunda visita à província da Huíla no ano passado, de 13 a 14 Julho, João Lourenço orientou a VII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros, na cidade do Lubango. Para a sua recepção, o Governo Provincial da Huíla, liderado na altura por João Marcelino Tyipinge, asfaltou algumas ruas da cidade e foram lavadas com várias cisternas de água. O mesmo volta a acontecer no consulado de Luís da Fonseca Nunes, são cisternas de água que estão a ser esvaziadas para a lavagem do asfalto, o que deixa indignados alguns munícipes, já que muitos bairros da cidade do Lubango se debatem com a falta do precioso líquido, como conta Luís Tchipalanga, do bairro Nambambe. “Estamos a ver que o lixo deixou de existir na cidade do Lubango e isso é agradável, mas não compreendo como é possível um Governo gastar tanta água para lavar o asfalto, só porque vem o PR, quando nós aqui no Nambambe não temos água para o consumo”, disse. A par da lavagem de algumas estradas, vários edifícios estão igualmente a beneficiar de restauro na sua pintura, como é o caso do edifício arco-íris, que se encontra em obras há muitos anos.

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