Marinha Mercante e Portos aposta na capacitação dos técnicos e infra-estrutuas

O subsector da Marinha Mercante e Portos definiu neste Sábado, na cidade do Soyo, província do Zaire, a formação contínua dos técnicos e a reabilitação das infra-estruturas afins como caminho para relançar a sua actividade

De acordo com o director nacional do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), Nazareth Neto, que falava na cerimónia de encerramento do 1º Conselho Técnico deste subsector, pretende-se com esta formação munir os técnicos de conhecimentos que os habilitem à certificação internacional para o exercício da profissão. Para o efeito, avançou que a Marinha Mercante e Portos trabalha com o Ministério dos Petróleos para que este último coloque à disposição alguns centros de formação, subaproveitados, para reforçarem as instituições de ensino do ramo já disponíveis. Enumerou como centros de formação adstritos à Marinha Mercantes e Portos em funcionamento a Academia de Pescas do Namibe, o centro de formação marítimo do Cuanza-Sul, o Instituto de Logística e Transportes de Luanda e uma outra instituição localizada na cidade de Lubango (Huíla).

Nazareth Neto sublinhou que o seu sector espera estabelecer um acordo de cooperação com a República de Cabo-Verde e outros países, para fornecer professores aos referidos centros. Quanto às infra-estruturas, fez saber que dos seis portos existentes no país, três estão a beneficiar de obras de ampliação e renovação, nomeadamente os de Luanda, Namibe e Cabinda. Lembrou, ainda, que está também em construção o novo porto de águas profundas de Cabinda, na região do Caio litoral, que, na sua opinião, poderá resolver, com a sua conclusão, as dificuldades de embarque e desembarque de passageiros e carga ao nível desta região mais ao Norte do país, assim como dos países vizinhos (RDC e Congo Brazzaville).

O responsável do IMPA falou também das obras de construção da nova ponte cais do Namibe, em curso, incluindo outras infra-estruturas portuárias, que poderão melhorar as condições do embarque e desembarque de pessoas e mercadorias. Na oportunidade, explicou que as obras de modernização do porto de Luanda decorrem sob responsabilidade das próprias concessionárias desta infra-estrutura, que, em função da procura do mercado, estão a investir na melhoria da sua área de trabalho. Reconheceu haver quebra nos portos comerciais do país, mas sem avançar dados estatísticos, nem as causas desta redução, considerando ser o motivo do abrandamento dos investimentos nestas infra-estruturas, nos últimos anos, para se evitar os chamados elefantes brancos” (custos de manutenção desproporcionais à sua utilidade ou valor).

Entretanto, a mesma fonte assegurou que se trabalha para se encontrar os melhores modelos de dr dr gestão dos portos nacionais, que passam pela implementação das convenções internacionais e nacionais sobre a matéria e capacitação dos técnicos. Durante três dias, mais de 200 quadros e técnicos do sector da Marinha Mercante e Portos de Angola abordaram nesta cidade questões sobre “a conformidade legal da regulação para impulsionar a diversificação da economia. Reflectiram, igualmente, sobre o relançamento da cabotagem e experiências no seu exercício, dificuldades e formas de ultrapassar os seus problemas, assim como analisaram os modelos de governação de portos. A Marinha Mercante e Portos é um subsector do Ministério dos Transportes que tem, entre outras incumbências, regular o sistema nacional integrado de controlo do tráfego marítimo, visando garantir a segurança das embarcações, passageiros, tripulantes, carga e das capturas abordo dos navios.

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