Etiópia memorial para o chefe militar morto

Etiópia memorial para o chefe militar morto

A Etiópia realizou um memorial na Terça- feira para o chefe do Estado-Maior do Exército morto no fim-de-semana, junto com outros quatro altos funcionários como parte do que as autoridades descrevem como uma conspiração frustrada, para tomar o controlo da região de Amhara. Centenas de soldados e oficiais uniformizados reuniram-se para uma cerimónia num enorme salão no centro de Addis Abeba.

Estradas na capital foram bloqueadas para a cerimónia e a segurança foi apertada. O acesso à Internet parecia estar bloqueado em toda a Etiópia pelo terceiro dia consecutivo, informaram os usuários. Os caixões do chefe do Estado- Maior do Exército, Seare Mekonnen, e um general aposentado, ambos mortos no Sábado pelo guarda pessoal de Seare na capital nacional Addis Abeba, foram levados para um salão, envoltos com a bandeira etíope. Fotografias dos homens em trajes militares formais eram adornados com rosas amarelas. Seare será enterrado na sua região natal de Amhara na Quarta- feira (hoje).

A violência ressalta o ténue domínio do governo federal sobre a crescente violência étnica no segundo país mais populoso de África. O primeiro-ministro Abiy Ahmed entrou no salão, sentou-se e curvou a cabeça, parecendo aflito, enquanto outros dignitários e autoridades da igreja ortodoxa do país chegaram. A violência de Sábado desdobrou- se em dois ataques separados. Eles eram liderados pelo chefe de segurança do Estado de Amhara, general Asamnew Tsige, que recrutava abertamente combatentes para milícias étnicas num estado que se tornou um ponto crítico da violência.

Asamnew foi morto na Segunda- feira perto da capital de Amhara, Bahir Dar, disse à Reuters o secretário de imprensa do primeiro-ministro. Além dos assassinatos na capital, o presidente do Estado de Amhara, Ambachew Mekonnen, e um conselheiro foram mortos na principal cidade da região, Bahir Dar. As mortes são o maior desafio até agora para as reformas políticas e económicas a que o primeiro- ministro de 42 anos deu o pontapé inicial depois de ele ter assumido o poder no país do Corno de África em Abril de 2018.