Futuro da Banca vai ser analisado em Luanda

O evento acontece numa altura em que o BNA avalia o capital social de bancos comerciais e há uma incerteza em relação ao futuro de muitas instituições, sendo a fusão uma das saídas apontadas por analistas

O IX FÓRUM BANCA, que acontece no dia 28, Sexta-feira, vai promover um amplo debate sobre o papel das reformas que visam o fortalecimento do sistema bancário, analisar o presente e perspectivar o futuro, com o objectivo de apontar caminhos e sugerir acções para a afirmação de um sector com os olhos nas relações com a banca internacional. Organizado pelo jornal Expansão, a conferência vai abordar temas como “A Intervenção do FMI em África e no Mundo – O que Esperar em Angola ”, com Max Alier representante em Angola do FMI, “Concentração e parcerias com operadores internacionais” Inês Filipe | CEO Angola da KPMG, “O impacto da reavaliação dos activos da banca comercial”, Fernando Vasconcelos | Director do PWC, “As reformas e desafios da banca angolana no âmbito do programa económico do FMI”. O Programa de Financiamento Ampliado do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o país ‘vale’ USD 3,7 mil milhões e estará concluído em 2021. Até lá, para desbloquear as várias tranches deste financiamento, Angola terá que aplicar reformas em várias áreas. Entre os principais sectores a reformar está a banca.

Bancos concentrados no litoral

Sabe-se que o sistema bancário angolano possui um activo de 13 triliões de Kwanzas, valor que regista evolução desde 2013. Anualmente, estima-se que este montante cresça acima dos 14%, tudo por causa da evolução que o sector tem vindo a registar desde o início do século XXI. Refira-se que actuam no sistema bancário nacional cerca de 30 instituições bancárias, algumas delas terão que ser reavaliadas pelo banco central, à luz do instrutivo que orienta para o aumento de capital social. Importa referir que grande parte dos bancos estão localizados no litoral do país, concretamente nas províncias de Luanda – capital do país, Benguela, e na Huíla, no Sul.

A relação com os bancos correspondentes

No seu texto publicado no estudo “Banca em Análise”, o presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC) defendeu a necessidade de se continuar a dar especial enfoque aos objectivos fixados pelo Banco Nacional de Angola, que perseguiam a recuperação do relacionamento da banca nacional com os bancos correspondentes, que permitissem a normalização das contas, com ganhos significativos do sistema bancário angolano, na adopção de padrões internacionais de conformidade bancária. “Os progressos alcançados estão, contudo, ainda aquém do desejável, devendo continuar a ser uma prioridade dos bancos para 2019”, disse.

 

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