Troca de cadáveres na morgue do Hospital Regional de Malanje gera emoções

A troca de cadáveres que ocorreu na morgue do Hospital Regional de Malanje (HRM), causou constrangimentos entre a direcção da unidade sanitária e os familiares de uma jovem que faleceu, recentemente, no município de Malanje.

POR: Miguel José, em Malanje

O corpo da malograda Maria Elisandra Clementina, de 31 anos de idade, falecida vítima de doença no HRM e depositado na sua morgue, foi levado por engano por uma família desconhecida e sepultado no município de Cacuso, fora do conhecimento da família real. O pânico instalou-se quando no dia em que os familiares de Maria Clementina se deslocaram ao necrotério para retirar os restos mortais e procederem ao funeral da sua ente querida, já uma outra família que o tinha feito, presumivelmente, por equívoco.

Diante da situação, a senhora Teresa Fernandes Valente, mãe da malograda, desesperada e espantada com o que estava a acontecer, de imediato, ela e os familiares procuraram esclarecimentos junto da administração da morgue, que logo deu conta do erro na entrega do corpo de Maria Clementina à família de Teresa João Pires, de 35 anos, que morreu também no mesmo hospital de morte patológica.

Erro no atendimento

O coordenador da área de supervisão do HRM, José Gío, reconheceu ter havido um erro de atendimento por parte dos funcionários da morgue que, supostamente, terão se apegado a detalhes fornecidos pela mãe de Teresa Pires, no caso, o corte de cabelo, um pormenor que afinal coincidia com os dois cadáveres. Explicou que a mãe da jovem de Cacuso, dado a sua condição de anciã e a deficiência visual de que padece, terá, supostamente, auxiliado os funcionários da morgue a identificarem os restos mortais da sua ente-querida de forma errada.

Entretanto, após o esclarecimento da situação que derivou a troca dos restos mortais de Maria Clementina, a mãe exigiu que o HRM reparasse os danos causados à família, assumindo todos os gastos realizados em torno do óbito e o processo ligado à exumação e inumação do corpo. Todavia, com a supervisão do Serviço de Investigação Criminal (SIC), segundo o porta-voz, Lindo Ngola, o corpo foi exumado e entregue à família original, que já fez a inumação.

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