MPLA vai exigir idoneidade social na selecção para autarquias

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, afirmou ontem, Sexta-feira, no Dundo, província da Lunda-Norte, que o seu partido será rigoroso na selecção dos candidatos às autarquias, pelo que promete apostar em quadros com elevada idoneidade social, moral e competência técnico-profissional.

Luísa Damião, que falava na abertura das III Jornadas Parlamentares do MPLA, afirmou que o partido no poder selecionará, igualmente, quadros com um capital político notável, sem excluir candidatos independentes com perfil exigido e capazes de interpretar os anseios da população.

Realçou que a política é também o saber fazer opções a nível da coesão social, económica e cultural, tendo sempre presente o rigor e a transparência na concretização das opções estruturantes.

Sublinhou que o partido no poder em Angola deve encarar o desafio da implementação das autarquias com firmeza, determinação e confiança.

Segundo a dirigente, o partido vencedor das eleições de 2017 (MPLA) sempre olhou para o processo de efectivação do poder autárquico como um ideal de administração próxima da população e um governo local capaz de satisfazer as necessidades colectivas.

Na sua intervenção, augurou que os debates agendados, para estas III Jornadas, produzam novas ideias e recomendações que permitam melhorar a discussão e a consequente aprovação da legislação autárquica, na Assembleia Nacional.

As jornadas, que terminam no dia 30 do mês em curso, vão permitir avaliar as condições sociais, económicas e produtivas de cada município da Lunda-Norte.

Nos primeiros dois dias, os deputados, divididos em 10 grupos, visitaram o posto fronteiriço do Chissanda, as obras de estancamento das ravinas, o Hospital do Dundo, a central hidroeléctrica do Luachimo, o Colégio Camaquenzo, entre outras infra-estruturas económicas e sociais.

Nas eleições de 2017, o MPLA elegeu quatro deputados na Lunda-Norte, menos um em relação ao pleito de 2012.

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