Governo de Malanje pede que PIIM “salte” do papel

O governador da província de Malanje, Norberto dos Santos ‘Kwata-Kanawa’ considerou positivo o lançamento do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), mas espera que o mesmo vá para além do papel, ao invés do que aconteceu com os projectos anteriores

O governador de Malanje garantiu priorizar alguns sectores cuja pertinência é inquestionável, com destaque para os sectores da Educação e Saúde, no âmbito deste Plano de Intervenção e Integração dos Municípios a ser implementado no decurso deste ano.

Norberto dos Santos ‘Kwata Kanawa’ prestou esta informação aos jornalistas no fim de reunião do seu Governo, tendo justificado as prioridades no sector da Educação por existir ainda um número elevado de crianças fora do sistema normal de ensino.

Quanto ao sector da Saúde, o dirigente ressaltou ser um dos mais preocupantes na sua província, pelo que defende a construção de mais centros médicos nos 14 municípios.

Deste modo, acrescenta o interlocutor, poder-se-á evitar que as populações tenham de percorrer longas distâncias em busca de assistência médica e medicamentosa. Entretanto, Norberto dos Santos acredita que o sucesso do PIIM estará dependente da alocação das verbas destinadas às administrações municipais para execução prática do referido Plano de Integração Municipal

. “O PIIM é um bom programa,esperemos só que não fique no papel como nos anos anteriores”, observou ‘Kwata Kanawa’.

Administradores traçam prioridades

A administradora municipal de Kiwaba Nzoji, Joana de Matos, disse que, com base na orientação do Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado (MAT), a primeira fase que contemplou os encontros de constatação e auscultação às comunidades já aconteceu, tendo permitido a identificação das principais acções que fazem parte do PIIM.

Entretanto, o trabalho desenvolvido ao longo de várias semanas, acrescentou a fonte, permitiu tomar conhecimento da realidade e dos distintos problemas da circunscrição que administra.

Já o seu homólogo de Kalandula, Pedro Dembwé, entende ser prioritário para o seu município a melhoria das vias de comunicação, facilitando a circulação do campo para a cidade e vice-versa. Assim, de uma maneira geral, Dembwé defende a terraplanagem de 83 quilómetros de estrada, a reabilitação de quatro pontes, a construção de escolas e a construção de quatro pequenos sistemas de água, entre outras questões.Já para o município sede (Malanje), o administrador João de Assunção inscreveu como prioridade a asfaltagem de 50 quilómetros de estradas no interior da cidade, bem como de 120 quilómetros de estradas que interligam aos bairros periféricos e comunas.

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