o editorial:A escolha

Os partidos angolanos estão, neste momento, a viver uma prova importante, que é a de escolher no seu seio os melhores candidatos para câmaras municipais. Uma coisa é a força do partido na sedução do eleitorado para projectos mais macro, como o da governação, outra é no plano micro, de tu para tu, propondo soluções, para os problemas das pessoas que conhecem o candidato.

Não vai ser fácil encontrar pessoas que mereçam largos consensos. No caso do partido que governa, o MPLA, as anunciadas primárias pode ser uma forma de envolver à partida o eleitorado, mas não deixa de ser, em estreia, uma faca que pode revelar-se de dois gumes, embora isso dependa do grau de distanciamento das estruturas centrais na disputa e também da profundidade do debate. Mas se for só a fingir também pode ser contraproducente.

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