SIC “destrói” Cidade de Deus na província

Nos últimos dias, a província da Huíla tem vindo a registar altos índices de violência, praticada, maioritariamente, por indivíduos com idades compreendidas entre os 17 e os 31 anos, organizados em pequenos grupos e com identificação específica.

Por: João Katombela, na Huíla

“A Cidade de Deus” e “Fapa Iude” são as designações de dois grupos de supostos marginais que estão privados da liberdade, depois de aterrorizarem durante meses os habitantes dos bairros periféricos da cidade do Lubango e de alguns municípios da província da Huíla. Da extensa “folha de serviço” desses rapazes sobressaem os crimes de homicídios, roubo qualificado, violações sexuais e tráfico de cocaína, de acordo com dados do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Sobre o grupo “A Cidade de Deus”, dirigido por um cidadão de 27 anos apelidado pelos seus correligionários de “Aló Papá”, pesa a acusação de terem privado quatro pessoas do convívio com as suas famílias (matara-nas).

De acordo com o porta-voz do SIC, Sebastião Vika, os integrantes desse grupo são os autores do assassinato de um agente de primeira classe no município de Caconda, no ano de 2017. Eles actuavam nos bairros Nambambe, Mitcha, Comercial (município do Lubango) e nos municípios de Caluquembe, Caconda, Quipungo, Matala, Chibia e Humpata. Sendo que o jovem “Aló Papá” foi detido no bairro Comercial Suburbano, em posse de duas pistolas.

“O Comando Municipal do Lubango, em conjunto com a Polícia de Intervenção Rápida (PIR), desencadearam uma série de micro operações que permitiram deter 33 cidadãos implicados em diversos crimes”, frisou.

Durante a operação, foram apreendidas oito armas do tipo AKM com os respectivos carregadores, duas pistolas do tipo Barak e Jericho, com os seus carregadores. Foram igualmente apreendidos cinco telemóveis de diversas marcas.

O jovem “Aló Papá” nega a autoria dos homicídios, porém, assume ser dono de uma das pistolas.

Em declarações à imprensa, Sebastião Vika explicou que as armas apreendidas com o jovem Aló Papá, líder de “A Cidade de Deus”, eram presumivelmente as mesmas usadas no cometimento de vários crimes.

Entretanto, durante o acto de apresentação pública dos marginais, que decorreu numa das unidades policiais da cidade, o líder da Cidade de Deus assumiu ter sido encontrado com as duas, todavia negou a autoria dos crimes de homicídios que pesam sobre si.

“Eu nunca matei ninguém, apenas me apanharam com duas pistolas”, frisou. Questionado sobre o que fazia com as duas armas de fogo do tipo pistola, Aló Papá disse que recebeu-as de um amigo para guardá-las em sua casa.

Os processos desencadeados pelo SIC na Huíla, relacionados com esses homicídios, correm os seus trâmites sob coordenação do representante do Ministério Público junto dessa instituição.

 

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