Cubanos defendem reforço da cooperação na educação

Representantes de associações cubanas em Angola defenderam neste Domingo, em Luanda, a necessidade de os governos dos dois países reforçarem a cooperação no domínio da Educação, por ser a chave para o desenvolvimento económico e social

Em declarações à Angop, o presidente da Associação da Comunidade Cubana Residente em Angola (ACRA), Carlos Moncada Valdez, sugeriu que as autoridades angolanas explorem mais o potencial cubano nesse sector (educação). Carlos Moncada Valdez comentava sobre a importância da visita de Estado que o Presidente angolano João Lourenço realiza a Cuba, cujo programa oficial tem início Segundafeira (1). O presidente da ACRA refere que o fortalecimento dos laços na educação entre os dois países devia priorizar o ensino especial, de modo a permitir maior inclusão de crianças com deficiências funcionais.

Esperanza Silva, representante da associação das famílias cubano-angolanas residentes em Angola, sublinhou que a ajuda cubana deve incidir na escolaridade básica e, desta forma, evitar que crianças fiquem fora do sistema de ensino. Há 20 anos em Angola, Esperanza Silva entende que a cooperação entre angolanos e cubanos deve estenderse para novos sectores. A associativista considera fundamental que se aproveite mais os avanços cubanos na melhoria do abastecimento de água potável, saneamento básico, reaproveitamento das águas residuais e dos resíduos sólidos. Aconselhou o empresariado dos dois países a descobrirem novas oportunidades de negócios nos domínios da agricultura e pecuária, tendo como foco a diversificação da economia angolana e a redução das importações.

Também com nacionalidade angolana adquirida há 10 anos e bióloga de profissão, pede que se maximize a exploração dos recursos hídricos e a produção de peixe, como a tilápia (cacuso) muito apreciado em Angola. Disse que o seu estatuto de residente no exterior lhe permite viver e trabalhar num outro país, mas perde direitos como cidadã cubana. Para Carlos Moncada Valdez existe em aberto a partilha de conhecimento na área da indústria farmacêutica. Considerou que Angola devia aproveitar melhor ar valências técnico- profissionais dos cerca dos cinco a sete mil cubanos residentes em Angola, fora dos convênios entre governos, na resolução vários problemas. O responsável pediu facilidades na troca de experiências no domínio do turismo, e na obtenção de vistos para cubanos e angolanos que tenham familiares num ou no outro país.

Para Moncada Valdez, apesar da disponibilidade em recursos naturais entre si serem abismais, Cuba tem conhecimentos científicos que a tornam num país especial, que garante a Educação e Saúde, sem fome e sem mendigos. Apesar de reconhecer que o estabelecimento de parcerias empresariais é afectado pelo bloqueio económico americano contra Cuba, acredita que o reforço de parceria podia estimular o desenvolvimento nesse segmento. O representante entende que os cubanos estão bem inseridos na sociedade angolana e pede facilidade na regularização da situação migratória de cubanos em Angola. Disse ter conhecimento de pelo menos uns oito compatriotas seus envolvidos em delitos, mas, modo geral, estão bem inseridos socialmente. Esperanza Silva e Carlos Moncada Valdez apelam à solidariedade internacional na luta contra o bloqueio económico imposto pelos Estados Unidos da América (EUA) contra Cuba, que impede o desenvolvimento daquela ilha do Caribe.

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