PR rende homenagem a Agostinho Neto

O Presidente República, João Lourenço, rendeu nesta segunda-feira, em Havana, Cuba, homenagem ao fundador da nação angolana, António Agostinho Neto, com a deposição de uma coroa de flores no busto erguido em sua memória.

Ouvidos os hinos nacionais de Angola e Cuba e depois de se ter inclinado ante o busto de Neto, João Lourenço agradeceu o espírito altruísta de Cuba na ajuda a vários povos, como Angola, nos momentos difíceis.
O Estadista angolano disse que a homenagem era extensiva a todos os líderes fundadores africanos.
Na sua mensagem, as autoridades cubanas disseram lembrar Agostinho Neto como poeta e médico dos pobres, que lutou para a libertação do seu povo do jugo colonial.
No parque dos Próceres Africanos, no município de Playa, Agostinho Neto está entre Marien Ngouabi, do Congo, e Eduardo Chivambo Mondlane, o fundador do partido moçambicano FRELIMO.
Reconhecem-se também as efígies de Oliver Tambo, do ANC da África do Sul, Nkwame Nkruma, do Ghana, Amílcar Cabral, da Guiné Bissau e Cabo Verde.
Despontam no parque dos Próceres os bustos de Sekou Toure, Guiné Conacry, Patrice Emery Lumumba, da RDC, Abdelkader El Djazaire, da Argélia, Gamel Abdel Nasser, do Egipto, e Seretse Khama, do Botswana.
Natural de Icolo e Bengo, António Agostinho Neto proclamou a independência de Angola do jugo colonial português a 11 de Novembro de 1975.
Neto morreu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, na altura capital da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
O Presidente João Lourenço deslocou-se igualmente ao Cemitério de Colón, onde rendeu homenagem aos combatentes internacionalistas cubanos.
O Estadista reafirmou a gratidão do povo angolano aos cubanos que sacrificaram as suas vidas na defesa da soberania angolana e da libertação da África Austral do regime segregacionista do Apartheid, então vigente na África do Sul.
No recinto, que, sendo um dos mais importantes cemitérios do mundo, tornou-se um lugar de romaria para cidadãos cubanos e turistas de várias nacionalidades, estão sepultados e expostas fotos de cubanos tombados em vários países, a maioria deles, em Angola.

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