Responsável quer aumento de bibliotecas no país

Existem no país 25 bibliotecas públicas, entre municipais, provinciais e salas de leitura, 9 das quais em Luanda, número insuficiente para atender à demanda

A directora geral adjunta da Biblioteca Nacional, Diana Lurruma, afirmou nesta Segunda-feira, em Luanda, que a ausência de bibliotecas em escolas agrava os indicadores de analfabetismo funcional. A responsável abria-se à imprensa à margem de uma palestra em alusão ao Dia Mundial das Bibliotecas, afecta também ao desempenho escolar, uma vez que a base leitora é fundamental para o acesso a todo tipo de conhecimento. Advogou a necessidade de se incentivar o hábito da leitura desde tenra idade, esclarecendo que a biblioteca tem um programa de visita a diversas escolas de Luanda no quadro de uma interacção para sensibiliza-los ao gosto pela leitura.

“O uso adequado da biblioteca na escolas e não só, contribui para o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais, como a solidariedade e a cooperação dos povos”, reforçou. Dessa forma, salientou, é possível desenvolver e promover o acesso ao conhecimento disponível nos livros e no domínio crítico da linguagem entre os alunos, além de valorizar a leitura no seu quotidiano e proporcionar condições para que o educador faça uso colectivo do texto escrito.

Segundo a responsável, a criação das bibliotecas públicas é responsabilidade dos governos provinciais, uma vez que a Biblioteca Nacional de Angola presta apoio metodológico. Informou que a biblioteca nacional recebe mensalmente 10 mil utentes para pesquisas do fórum científico e pedagógico. A Biblioteca Nacional de Angola é coordenadora da Rede Nacional das Bibliotecas Públicas. No país existem 25 bibliotecas públicas, entre municipais, provinciais e salas de leitura, sendo 9 em Luanda, número insuficiente para atender a demanda.

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