ADRA reafirma apoiar mais de duas mil famílias camponesas em Angola

A nova direcção da Acção de Desenvolvimento rural e Ambiente (ADrA), sob liderança de Carlos Cambuta, diz pretender ajustar a organização ao contexto sóciopolítico e económico que o país vive

Carlos Cambuta tomou posse esta semana, depois de ser eleito em assembleia geral como novo Presidente da ADRA, e elencou três eixos fundamentais na sua linha de acção, que passam pelo desenvolvimento local e sustentável, bem como cidadania e advocacia social. Apesar destas acções fazerem parte do plano estratégico daquela organização para o quinquénio 2018-22, Carlos Cambuta, pensa introduzir novas temáticas para atender as reais necessidades do país. Dentro destas necessidades está inclusa a continuidade dos programas de apoio a famílias camponesas que controla em todo o país, com destaque para províncias de Benguela, Cunene, Huambo, Huíla, Malanje e de Luanda.

“Vamos, efectivamente, cingir- nos na dinamização de práticas sustentáveis de produção agropecuária; assegurando os camponeses no acesso aos meios de produção, como sementes e fertilizantes. Agilizar a questão do escoamento dos produtos e tecnologias adaptáveis às suas realidades”, disse o líder associativo. A ADRA desenvolveu os principais projectos agrícolas nas províncias do interior, estando a sua acção em Luanda confinada no fortalecimento de acções comunitárias de base, como, por exemplo, as intervenções nos municípios de Cacuaco, Kilamba- Kiaxi, Viana e do Cazenga.

Eleições autárquicas

Em relação às eleições autárquicas, um dossiê que esta organização tem estado acompanhar e contribuir com parecer e relatórios de auscultação das comunidades, Cambuta reafirma a continuidade do monitoramento, tendo aplaudido, neste mesmo sentido, o processo de descentralização política transferindo poderes aos municípios. “A implementação das autarquias deve acontecer naqueles municípios onde supostamente há condições, como naqueles municípios onde supostamente não há condições e depois fazer-se uma avaliação, tirando lições”, sublinhou aquele responsável.

Seca e os seus efeitos

Projectos de mitigação aos efeitos da seca, estão em curso na província da Huíla, Namibe e Cunene, sendo estas os principais focos da problemática, adiantou o presidente da ADRA. Nesta mesma senda, concretamente no município dos Gambos, estão-se a levar a cabo projectos de construção de cisternas de retenção de água, um processo que teve início em 2017, onde cerca de setecentas famílias que vivem naquela região já beneficiam directamente daquela água. “É um desafio importante que temos, porque muitas empresas angolanas não estão abertas a financiar projectos de apoio ao desenvolvimento de jovens no meio rural”, explicou. A ADRA é uma organização não-governamental que trabalha com as comunidades em matérias de desenvolvimento rural e monitorização de políticas públicas, tem vários parceiros, com destaque para a União Europeia, estando de parte qualquer financiamento de instituições angolanas.

Perfil do presidente eleito

Nome: Carlos Cambuta Naturalidade: Moxico. Mandato de cinco anos 2019-2022 Formação académica: Educação social, licenciatura em Línguas/ UAN, pós-graduação em liderança e gestão pela Universidade Africa/ fundação Open Society.

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