Caso CNC: corte de energia no Palácio da Justiça precipita suspensão da sessão

A décima sexta sessão de julgamento do caso CNC foi, ontem, interrompida pelo venerando juiz da causa, Joel Leonardo, na sequência de um abrupto corte de energia e o adiantar da hora. Quatro testemunhas foram ouvidas

A fase de audição das testemunhas arrancou nesta Quarta,3, com a audição a José Rasak, José Kindanda (em representação da empresa CIMMA), Fidel da Silva (ex-administrador executivo da firma ASGM) e Ildo Nascimento da empresa NELDE, todas elas citadas nos autos durante a fase de instrução do processo. As primeiras testemunhas confirmaram e adicionaram detalhes circunstanciais às situações em que são mencionadas com destaque para o negócio da compra de autocarros, da compra de acções pelo CNC, enquanto Ildo Nascimento respondeu às perguntas sobre a prestação de consultoria da NELDE à área de contabilidade do Conselho Nacional de Carregadores.

Hoje (habitualmente última sessão da semana) estão previstas mais audições a testemunhas, sendo uma delas Ana Balbina de Ceita. O Caso CNC tem como réu mais mediático Augusto da Silva Tomás, antigo ministro dos Transportes, departamento governamental que tutela o Conselho Nacional de Carregadores. O Conselho Nacional de Carregadores é órgão do Governo encarregue da defesa dos armadores inscritos no tráfego marítimo angolano.

O caso CNC começou a ser julgado pelo Tribunal Supremo a 31 de Maio do corrente, envolve além do antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, que é acusado de seis crimes, Isabel Cristina Gustavo Ferreira de Ceita Bragança e Rui Manuel Moita, ex-directores- gerais adjuntos para as Finanças e para a Área Técnica do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), respectivamente. São igualmente arguidos Manuel António Paulo, antigo director-geral, e Eurico Alexandre Pereira da Silva, ex-director adjunto para a Administração e Finanças. Tomás está detido no Hospital Prisão de São Paulo, desde o dia 21 de Setembro de 2018.

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