Cinco mil técnicos de saúde aprovados entram em funções

Assim que terminar este processo, que visa enquadrar os técnicos de Saúde de diversas áreas aprovados no último concurso público, far-se-á a abertura do novo concurso, que prevê a disponibilidade de 19 mil vagas, segundo o secretário de Estado para a área Hospitalar, Leonardo Inocêncio

Os cinco mil candidatos aprovados no concurso público do Ministério da Saúde entrarão em funções nos próximos dias. Para tal, devem dirigir-se, de 8 a 12 de Julho, aos gabinetes provinciais e às administrações municipais para assinar os contratos para a efectivação dos processos, revelou ontem, em Luanda, Leonardo Inocêncio.

O governante prestou tal informação ao proceder à apresentação dos níveis de execução dos procedimentos administrativos relacionados com o concurso público realizado em 2018, que previa 7.667 vagas. “Os cinco mil candidatos aprovados, mas não admitidos antes por falta de vagas, que já estão abertas, devem dirigir-se aos gabinetes provinciais, consultar as plataformas para a assinatura de contratos e esperar também pela validação do Tribunal de Contas”, declarou à imprensa.

Confirmou que já há abertura, através do Ministério das Finanças, para mais de duas mil vagas admitidas ao concurso e que aguardam apenas pelo visto do Tribunal de Contas nos próximos dias. Estão nesta situação médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e pessoal de apoio, que poderão começar a trabalhar este ano, segundo Leonardo Inocêncio. O concurso público na Saúde decorreu de Setembro a Outubro de 2018. Foi realizado na base dos pressupostos legais estabelecidos no Decreto Presidencial 102/11, de 23 de Maio. No decreto em causa consta a orientação da inclusão, nas provas de admissão, da avaliação de cultura geral (um dos pontos que mereceu reclamação dos candidatos reprovados), deontologia médica e conhecimentos específicos de cada especialidade.

A prova foi realizada com avaliação de 20 por cento de cultura geral, 20 por cento de ética e deontologia e 60 por cento de conhecimentos específicos médicos. O modelo de correcção das provas foi o americano, tendo sido acautelados vários aspectos a partir do momento da inscrição (usando o procedimento online) com vista a conferir maior transparência. As provas individuais tinham o código de barras, no qual a identificação do candidato era excluída, para evitar que se pudesse conhecer o autor da prova e desta forma o levantamento de suspeições. Um sistema que é usado nos concursos de ingresso na Universidade Agostinho Neto há mais de sete anos. As provas foram elaboradas olhando-se para todas as classes: classe do regime geral, enfermeiros, técnicos de diagnósticos e médicos.

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