Combate à tuberculose reforçado com USD 500 mil

Pretende-se com a iniciativa beneficiar cerca de 1 mil pessoas, visando a redução da cifra de cerca de 70 mil novos casos/ano

A Organização Mundial da Saúde (OMS) procedeu ontem, em Luanda, à entrega de um financiamento equivalente a meio milhão de dólares em medicamentos ao Governo angolano, para o tratamento da tuberculose, de que serão beneficiadas cerca de 11 mil pessoas afectadas. A doação visa contribuir para o reforço das iniciativas já implementadas com o objectivo de alargar os serviços de diagnóstico e tratamento da tuberculose, a nível de todas as unidades sanitárias do país.

De acordo com a nota de imprensa que chegou à redacção deste jornal, a medida contribuirá para o combate das altas taxas de incidência da tuberculose no país, que apontam, em média, 60 a 70 mil novos casos por ano, excluindo os casos não reportados por falta de acesso aos serviços de saúde. Em depoimento à imprensa, o representante da OMS em Angola, Hernando Agudelo, afirmou que o país tem registado passos significativos para a universalidade da saúde, porém, há a necessidade de melhorar rapidamente o empenho na afectação de recursos ao nível distrital, para os serviços de cuidados de saúde primários, a fim de ac

elerar o acesso e a qualidade dos serviços para todas as pessoas. Por outra, de forma a melhorar- se a taxa de cobertura vacinal, a OMS, com o financiamento do GAVI (Aliança Mundial para Vacinas e Imunização), procedeu ainda à entrega de duas viaturas ao Ministério da Saúde (MINSA) para reforçar o programa de vacinação.

As viaturas serão destinadas aos municípios de Belas e Cacuaco, localidades densamente populosas e com um vasto número de crianças menores de cinco anos sem acesso aos serviços de vacinação. Dados do MINSA demostram que, em 2018, a taxa de cobertura vacinal a nível do país foi de 84%. O estudo aponta que a província de Luanda tem registado uma das mais baixas, estimada em cerca de 74%, o que impõe maior intervenção das autoridades sanitárias, para a prevenção de doenças e garantia da universalidade da Saúde. Em África, uma em cada cinco crianças não tem acesso a todas as vacinas necessárias e indispensáveis e, como consequência, todos os anos, mais de 30 milhões de crianças com menos de 5 anos adoecem com doenças evitáveis pela vacinação e destas, mais de meio milhão perdem a vida.

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