Exame Nacional volta este ano para avaliar a qualidade de ensino

O sector entende ter chegado o momento de mudar o quadro para que não haja diferenças ‘abismais’ no resultado das aprendizagens entre as 18 províncias

O Exame Nacional recomeça a ser realizado no presente ano lectivo nas 6ª, 9ª, 12ª e 13ª classes e pretende ser um barómetro para avaliar a qualidade do ensino em todo o país, de acordo com as declarações feitas recentemente a este jornal pelo secretário de Estado da Educação, Pacheco Francisco. A intenção da realização deste exame, enquadra-se na necessidade que o MED tem de uniformizar as questões a serem avaliadas, de modo a limar as assimetrias existentes entre as províncias. Pacheco Francisco diz ter chegado o momento para a implementação desta medida, tendo alertado que, enquanto se continuar a trabalhar nas modalidades actuais, mais tempo levará a concretização da tão almejada excelência no sector da Educação.

“Não queremos ter uma 6ªclasse de Benguela, uma de Luanda e uma de outras províncias. Temos que ter uma 6ª classe de Angola. Uma criança transferida de uma província para outra tem que encontrar a mesma realidade”, disse o responsável, reiterando a necessidade de se mudar o quadro. O secretário de Estado lembrou que em determinadas províncias já se realizavam Exames Provinciais e que o MED pretende agora é efectua-lo ao nível de todo o país, com uma prova com as mesmas perguntas. Pacheco Francisco realçou que embora os resultados que se esperam não venham a ser os mais desejados, o sector não pode continuar a permitir que muitos professores não façam trabalho algum na sala e no fim do ano se lancem notas administrativas. “Isto tem acontecido, por isso, assumimos a responsabilidade de mudar o quadro.

O objectivo é avaliar os alunos, professores, direcções de escolas, gabinetes provinciais e o próprio Ministério da Educação”, afirmou. O MED anunciou a pretensão de introduzir no ano lectivo 2019 o exame nacional para a 6ª, 9ª, 12ª e 13ª classe, em Janeiro, por via do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE). Deste modo, a avaliação contínua passará a fazer parte da fórmula da classificação final do aluno, diferente do que acontece actualmente, de acordo com o INIDE. A classificação final do aluno vai depender em 40% do total da avaliação contínua e 60% dos exames.

error: Content is protected !!