Faz falta ousar

Até à madrugada de ontem, o Chile era o campeão da Copa América em futebol. Foi retirado da possibilidade de uma terceira fi nal consecutiva e da hipótese de ganhar o seu tri-campeonato pelo Peru, que, à partida, não era tido como uma selecção que sonhasse jogar a fi nal deste Domingo. O que aconteceu então? Simples, os peruanos encheram-se daquilo que faltou à nossa selecção no CAN e que falta aos angolanos na generalidade, ousadia. Eu vi o jogo da madrugada de ontem (cá), vi um Peru afoito. E as coisas aconteceram como os jogadores queriam. Não apenas por isso, mas como faziam. Sim, além do crer, é preciso fazer. Uma pessoa disse-me uma vez que podemos ter tudo o que quisermos se acreditarmos e fi zermos. Nos Palancas não vimos crença. Angola, no seu todo, não cré em si, não arrisca, não faz. Desiste antes de tudo. Paga a lóbis lá fora quando lhe bastava crer e fazer, sem máscaras, sem castelos assentes em alicerces de nuvens, de palavras. Angola fala, diz que vale, mas na primeira oportunidade contrata lá fora. A torrente de consultores não cessa, os maquilhadores de imagem lá fora somam contas gordas, e o país vai cada vez mais nu. E se os milhões gastos com retocadores de imagem de fora fosse gasto em laboratórios para pesquisa na área da saúde?, certamente teríamos melhores resultados do que os quilos de cera que cobrem, mas não curam a pele lacerada. Exigem é cada vez mais cera. Apenas os povos que ousaram se desenvolveram, os discursos bonitos nunca ergueram um muro. Aqui nos falta fazer, deixar fazer, crer e tirar satisfação também das nossas falhas, que são sempre uma porta aberta para o sucesso.

Até à madrugada de ontem, o Chile era o campeão da Copa América em futebol. Foi retirado da possibilidade de uma terceira fi nal consecutiva e da hipótese de ganhar o seu tri-campeonato pelo Peru, que, à partida, não era tido como uma selecção que sonhasse jogar a fi nal deste Domingo. O que aconteceu então? Simples, os peruanos encheram-se daquilo que faltou à nossa selecção no CAN e que falta aos angolanos na generalidade, ousadia.

Eu vi o jogo da madrugada de ontem (cá), vi um Peru afoito. E as coisas aconteceram como os jogadores queriam. Não apenas por isso, mas como faziam. Sim, além do crer, é preciso fazer. Uma pessoa disse-me uma vez que podemos ter tudo o que quisermos se acreditarmos e fi zermos. Nos Palancas não vimos crença. Angola, no seu todo, não cré em si, não arrisca, não faz. Desiste antes de tudo. Paga a lóbis lá fora quando lhe bastava crer e fazer, sem máscaras, sem castelos assentes em alicerces de nuvens, de palavras. Angola fala, diz que vale, mas na primeira oportunidade contrata lá fora.

A torrente de consultores não cessa, os maquilhadores de imagem lá fora somam contas gordas, e o país vai cada vez mais nu. E se os milhões gastos com retocadores de imagem de fora fosse gasto em laboratórios para pesquisa na área da saúde?, certamente teríamos melhores resultados do que os quilos de cera que cobrem, mas não curam a pele lacerada. Exigem é cada vez mais cera. Apenas os povos que ousaram se desenvolveram, os discursos bonitos nunca ergueram um muro. Aqui nos falta fazer, deixar fazer, crer e tirar satisfação também das nossas falhas, que são sempre uma porta aberta para o sucesso.

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