Administrador do Cazenga incentiva continuidade do FESTECA em prol da juventude

O administrador do município do Cazenga, Albino da Conceição José, incentivou a continuidade da realização do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA), que decorre no Centro de Animação Artística do Cazenga (ANIM’ART), por observar que envolve a juventude e a comunidade

Antónia Gonçalo

Em declarações a OPAÍS durante no acto de abertura da XIV edição do festival, ocorrido na Quinta-feira, 4, Albino da Conceição José realçou que através das peças teatrais apresentadas, os grupos conseguem transmitir várias mensagens, positivas, para a juventude do Cazenga.

“Espero que ele se mantenha como tal e que fique cada vez mais rico ao longo dos anos. No final, a riqueza que aqui se ganha é múltipla, como a troca de culturas com os vários países aqui presentes. Depois, os laços de amizade que se criam”, disse o administrador. O governante considerou o FESTECA como sendo uma “marca” do município, tendo garantido a continuidade dos apoios ao grupo que realiza o evento.

Acto de abertura

Durante o acto de abertura do festival foram realizadas várias actividades, entre elas a homenagem ao grupo humorístico K.K. (Kunda e Kapuete) do município do Cazenga, pelo trabalho desenvolvido durante os últimos cinco anos, bem como pelo seu contributo para as artes cénicas em que se vem empenhando há cerca de nove anos. Nesta noite, o referido grupo fez a apresentação de uma peça que abordava questões relacionadas com as autarquias no município, e contou com a participação do administrador do Cazenga.

Albino da Conceição José aferiu ser oportuno transmitir aos jovens a importância das autarquias para os munícipes, “mas que, acima de tudo, representa trabalho e a responsabilidade da transformação”. Por sua vez, os homenageados enalteceram o feito e prometeram continuar com os trabalhos, de modo a entreter e informar o seu público.

“Esta homenagem é fruto de muito trabalho, sacrifício e humildade. Já representamos o país em eventos na África do Sul, Portugal e em Moçambique. Temos também levado o nosso trabalho as demais províncias do país. Esse reconhecimento vai impulsionar mais o nosso trabalho”, disse Julião Correia (Kunda).

Naquele dia foi ainda apresentada a peça “Escola de mulheres”, pela companhia Tic Tac. É uma obra teatral de autoria de Molière. O enredo se passa em pleno século XVII e a comédia aborda av infidelidade conjugal.

Trata-se de um solteiro, Arnolfo, que sempre fora o algoz dos maridos traídos de Paris, denunciando-lhes as desventuras. Aos 40, querendo casar-se, porém temendo ser traído, escolhe Inês, uma menina que criara desde os quatro anos de idade, precavendo- se para que lhe ensinassem somente o que pudesse torná-la o mais burra possível. A referida peça foi sugerida pela Alliance Française de Luanda, motivo pela qual será ainda apresentada no dia 12 a uma comissão daquela instituição, que irá também realizar uma visita ao ANIM’ART

Outras actividades

O FESTECA prossegue no ANIM’ART até 14 do corrente mês, com a exibição de mais de 20 peças teatrais, que serão exibidas de Segunda a Domingo, a partir das 15 horas, pelos grupos Estrelas ao Palco, Teatro do Oprimido, Ciª Letras de Rosa, Ineditus, Filhos de Angola e Artes Sol. As companhias provenientes das províncias de Luanda, Malanje, Benguela, Cabinda, Cuando Cubango e Cuanza-Sul, nomeadamente, Amazonas, Lagrimas Negras, Gesta Artes e Letras, Elinga Teatro, Monte Sinai, Tua Bixila, Ikondo Ikuta, Arco Iris, Ndokueno, SOS teatro e Conjuntura D’ Artes, também participam nesta edição do festival.

Além das exibições, serão realizados debates (café teatro), cinco oficinas de teatro (de intercâmbio teatral e cultural) e igual número de conferências sobre as artes cénicas. De acordo com a directora do evento, Felismina Sebastião, as actividades serão apresentadas por directores de companhia nacionais e estrangeiras, nomeadamente, do Brasil, África do Sul e Moçambique.

Entre as novidades constam a participação do grupo sul-africano Blac Anthem Theatre Company e a companhia cabo-verdiana Fladu Fla, que participam pela primeira vez. Em termos de participações internacionais constam ainda grupos do Brasil, Moçambique e Portugal. Felismina Sebastião falou ainda da realização de um workshop no Domingo, 9, dirigido pelo artista norte-americano Baltimore Wordsmith, que vai abordar a sua experiência no teatro e na música. “Queremos que os artistas possam interagir nesses encontros e falar dos seus trabalhos, bem como lhes proporcionar momentos onde seja efectuada a troca de experiências e estabelecer parcerias com os artistas estrangeiros”.

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