Friends of Angola pronunciou-se a favor dos manifestantes detidos no Lobito

Uma organização denominada Friends of Angola (FoA), apresentada como associação cívica angolana com sede em Washington, Estados Unidos da América, pediu a libertação incondicional dos sete activistas do autodenominado Movimento Revolucionário(MR) em Benguela, detidos na Terça-feira, 2, na cidade do Lobito

Os jovens foram detidos na cidade do Lobito, província de Benguela, quando realizavam uma manifestação pacífica contra a falta da água naquela circunscrição. Num comunicado emitido por esta associação e assinado pelo seu director Florindo Chivucute, alega- se que os manifestantes foram detidos ilegalmente.

“Lamentavelmente, os manifestantes foram detidos pelos agentes da Polícia Nacional do município do Lobito, liderado pelo comandante municipal, Carlos Diamantino”, acusou. Disse tratar-se de um acto cívico e democrático (a manifestação) consagrado na Constituição da República de Angola (CRA) no seu artigo 47.º, que foi violado.

Chivucute exigia das autoridades angolanas a abertura de uma investigação visando responsabilizar judicialmente os autores e mandantes das agressões. Este jornal noticiou na sua edição desta Quarta-feira, 3, que a Polícia Nacional deteve os cidadãos Alberto José, Albino Elavoko, António Pongoti, Avisto Tchongolola, Bambi Cavalo, Martinho Prio e Silvano Olímpio, que reclamavam defronte da Administração do Lobito contra a falta de água.

Os cidadãos em causa são acusados de terem, alegadamente, cometido os crimes de arruaça e desordem pública, segundo o portavoz da PN, Francisco Tchango. Eles faziam parte de um grupo de activistas e munícipes que se insurgiram “pacificamente” para denunciar a privação de água potável nas torneiras de suas casas na zona alta do Lobito, nos bairros da Lixeira e da Canata, e estão detidos na 1ª Esquadra da Polícia Nacional, disse o polícia após as detenções.

O activista Livulo Prata reconheceu que os jovens foram detidos por não terem dado a conhecer às autoridades competentes a manifestação que pretendiam fazer, conforme prevê a lei. “Deveriam escrever uma carta a pedir autorização para a manifestação, e não o fizeram”, disse.

Motivações da manifestação

Livulu Prata disse ainda que esta manifestação “espontânea” decorreu da falta constante da água na zona alta do Lobito, que está sem o precioso líquido há um mês.

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