Grupo de jornalistas lança cooperativa

Com a missão de prestação de serviços aos seus membros e de combater a “indigência e mendicidade” a que estão sujeitos os profissionais da classe no e pós activos, um grupo de mais de cinquenta jornalistas e profissionais da comunicação social angolana proclamou, ontem, em Luanda, a sua primeira cooperativa

André Mussamo

A iniciativa que encara o desafio da autossustentabilidade depos i t a fortes expectivas na quota dos cooperados, doações, juros sobre concessão de créditos, serviços prestados por cooperados a terceiros, serviços de imprensa, formação, parcerias e viagens de estudos, dentre outras mecanismos de arrecadação de receitas e outros activos. A defesa da dignidade humana, saúde, prestígio dos profissionais de comunicação cooperados no e pós carreira é a principal missão da Cooperativa de Jornalistas Angolanos (CJA) proclamada este Sábado na Mediateca de Luanda.

A protecção da saúde, segurança e assistência social no e pós-trabalho, facilitação nos processos de aquisição de móveis e imóveis, também estão inscritos nos propósitos da organização. “A admissão à CJA é livre para todos os profissionais de comunicação social, nacionais, que se identifiquem com os valores, missão e objectivos constantes dos Estatutos e Regulamentos Internos da Cooperativa”, que estabelece a joia de AKZ 15 000 e a quota mensal de 10 mil Kwanzas.

A CJA, com sede em Luanda, é uma cooperativa de âmbito nacional, que pode estabelecer representações a nível provincial, regional e internacional e vai ser presidida neste mandato inaugural por Sara Fialho, que coordenou até ontem (data da proclamação, a comissão de trabalhos de fundação do projecto). Filomeno Manaças, preside a Mesa da Assembleia Geral da organização, é secundado por Clarisse Caputu.

Nesta fase inicial, a Cooperativa dos Jornalistas Angolanos (CJA), conta com o apoio institucional de iniciativas similares já existentes no país, nomeadamente a Cooperativa Habitacional Rei Mandume, fundada por funcionários do Ministério das Relações Exteriores, cuja presidente, Cuandina de Carvalho, marcou presença na cerimônia. O cooperativismo, que tem sido uma alternativa de várias classes sociais e grupos de interesse, desenvolveu-se a partir do período da crise económica e social da década de 40 do século XIX e tem sido uma opção a nível planetário.

Com sede em Bruxelas, a ACI – Aliança Cooperativa Internacional, é o órgão máximo de estruturas regionais de representação, cujos ramos de especialidade internacionais estão organizados por comités junto da ONU desde 1946 com estatuto consultivo. A organização internacional aglutinadora das cooperativas de todo o mundo enfatiza a importância vital dos membros no controlo do capital da sua organização, e indica que devem receber compensação limitada sobre o capital que subscrevem como condição de adesão. O princípio permite um retorno sobre o capital investido pelo membro sob outra forma.

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