Rangel e Popular começaram a renovar-se ontem

Rangel e Popular começaram a renovar-se ontem

Rangel e Bairro Popular, duas áreas contíguas e das mais tradicionais de Luanda, entram em obras. Quando terminarem, daqui a quatro meses no Popular e a dois anos no Rangel, os dois bairros terão novo rosto, melhor mobilidade e estarão prontos para as chuvas. Foi o que ouviu ontem, Sérgio Luther Rescova, o governador provincial

Sebastião Feliz

A Unidade Técnicde Gestão do Sanemanto de Luanda (UTGSL) apresentou ontem um projecto de macrodrenagem e os programas de infra- estruturas integradas do Bairro Popular e do Rangel. Na presença do governador provincial, Sérgio Luther Rescova, os técnicos da UTGSL deram garantias de que os projectos têm fidedignidade técnica e que serão executados dentro dos prazos fixados.

 

O programa de macro-drenagem da vala Cazenga-Cariango, prevê que a passagem hidráulica da Rua Olímpio Macuéria (na foto), no Bairro Popular, será reabilitada, depois de ter desabado na Estação das Chuvas De acordo com os técnicos da UTGSL, a obra terá a duração de quatro meses, contando com a instalação de uma tubagem para o desvio do esgoto para a vala principal e a construção de interceptores lateraís, bem como a reposição da via.

A obra, que vai ser fiscalizada pela RODRISOL, foi projectada pela CIF e vai permitir, quando terminada, a circulação de pessoas e bens naquela zona, coisa que não acontece desde que a ponte desabou nas últimas chuvas. No local, o governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, mostrou-se preocupado quanto aos prazos de execução, quatro meses, devido à época chuvosa que se avizinha, já em Setembro. Mas o técnicos da UTGSL e do CIF deram garantias de que as condições técnicas estão criadas para o efeito, logo, não haverá qualquer problema na edificação da vala de drenagem de águas residuais.

Popular leva dois anos

No projecto de reestruturação do Bairro Popular, com duração de três anos, os serviços serão de drenagem de águas pluviais e residuais, restauração das redes de abastecimento de água, de telecomunicações, rede de energia eléctrica, iluminação pública, pavimentação, arranjo de lancis, sinalização rodoviária e reposição do mobiliário urbano.

A directora adjunta do projecto, engenheira Zenilda Mandinga, assegurou que os trabalhos vão abranger as quarenta e sete ruas daquele distrito, numa extensão de dezanove quilómetros. Para a responável, o Bairro Popular, sem grandes alterações na sua estrutura arquitetónica, vai ganhar uma nova rede de serviços básicos, o que vai, ao mesmo tempo, ajudar a melhorar os problemas de saneamento básico.

“Vamos dar o nosso melhor. Temos trabalhado para isso. Projectaamos as coisas tendo em conta a natureza do bairro e outros aspectos que não podem pôr em causa os moradores”, adiantou a engenheira. No mesmo local, o programa de infra-estruturas integradas do Bairro Rangel também foi apresentado, porém, vai abranger principalmente a Rua da Dona Amália, a Rua do Povo e a Precol.

Todavia, as demais serão integradas nas requalificadas. O prazo de execução das obras será de dois anos e vai abranger uma extensão de quatro quilómetros, pelo que contará com os mesmos serviços que os do Bairro Popular para o bem dos cidadãos.

O empreteiro da obra no Rangel é a Griner, e, diante do governador provincial, Sérgio Luther Rescova, asseguraram os responsáveis da empresa que vão trabalhar para melhorar as condições de habitabilidade do Bairro Rangel. Antes de deixar o local, o governador questionou se o problema do lençol freático no Rangel está contemplado no projecto, e prontamente os responsáveis da UTGSL e da Griner garantiram que consta. Logo, haverá a instalação de colectores para eliminar o impacto negativo das águas subterrâneas.