Morte do cantor João Gilberto “é uma perda para o património cultural”- UNESCO

O cantor e compositor brasileiro João Gilberto, considerado um dos pais da Bossa Nova, morreu no Sábado no Rio de Janeiro (Brasil), aos 88 anos

POR: Jornal Notícias

O Comité do Património da UNESCO considerou, no Sábado, que a morte do cantor brasileiro João Gilberto “é uma perda para o património cultural”, na reunião em que o Palácio de Mafra e o Santuário do Bom Jesus de Braga (Portugal) foram classificados Património Mundial. A morte de João Gilberto “é uma perda para o património cultural” afirmou Abulfas Garayev, presidente do Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no início da 43ª reunião, que decorre em Baku, no Azerbaijão, até 10 do corrente mês.

Na reunião, o conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra e o Santuário do Bom Jesus, em Braga, receberam a classificação de Património Cultural Mundial da UNESCO.Os dois monumentos faziam parte “das 36 indicações para inscrição na Lista do Património Mundial”, que estão a ser avaliadas na 43ª Sessão do Comité do Património, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

O artista

O compositor, um dos nomes mais importantes da música brasileira, morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, revelou o seu filho João Marcelo Gilberto, citado pelos media brasileiros. João Marcelo Gilberto anunciou a morte do pai na rede social Facebook, enaltecendo “a sua luta nobre” e a tentativa de “manter a dignidade”, apesar de ter perdido “a sua autonomia”. O cantor e compositor, considerado o precursor do género musical Bossa Nova e grande responsável pela sua disseminação pelo mundo, vivia arruinado e em solidão no Rio de Janeiro. Derivado do Samba e com influências do Jazz, o estilo Bossa Nova surgiu no fim da década de 1950 pelas mãos de João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e de jovens cantores e compositores da classe média do Rio de Janeiro.

O álbum que marcou o início da Bossa Nova, “Chega de saudade”, foi composto por Tom Jobim (1927- 1994) e Vinícius de Moraes (1913- 1980). João Gilberto deu voz à versão mais conhecida da música, lançada em Agosto de 1958. Em 1961, o cantor e compositor concluiu a trilogia de álbuns que, de acordo com o portal da Globo, “apresentaram a Bossa Nova ao mundo”: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto” (1961). Para o pai da bailarina do Conservatório Internacional de Leiria, “é muito bom ver todo o trabalho, dedicação, empenho e paixão reconhecidos numa competição desta dimensão”.

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