Representantes do Reino do Kongo mostram potencial em Pano

Angola e representantes dos territórios que integraram o antigo Reino do Kongo, designadamente, o Gabão e os Congos Democrático e Brazzaville mostraram o potencial das suas tendências de moda, durante um desfile cujo mote foi o chamado “Pano do Congo”

Inserido nas comemorações da I edição do Festival Internacional da Cultura Kongo “FestiKongo”, decorreu na cidade de Mbanza Kongo a III edição do Salão Panafricano de Moda, que juntou estilistas de Angola, Gabão, República Democrática do Congo e Congo Brazzaville. Durante o desfile que marcou o segundo dia do Festival foram mostrados vários trajes, em que o detalhe recaía no corte de cada modelo, desde vestidos, camisas, calças, calções, saias e até mesmo roupa de praia em Pano do Congo, enaltecidas no contraste das cores vivas de cada modelo.

A actividade serviu também de meio de partilha e troca de experiências entre os países participantes, uma vez que cada estilista tem a oportunidade de promover as suas criações fora do território angolano e vice- versa. Por isso mesmo, Erick Mambo, o responsável do evento, considerou o saldo positivo, porquanto os objectivos preconizados foram alcançados, bastando apenas que cada um dos criadores aproveite a oportunidade com vista a promover a moda e os seus negócios. “As bases foram lançadas. É uma actividade que visou mostrar o potencial dos nossos criadores, onde, por via do pano, puderam mostrar a diversidade e variedade de trajes, desde os clássicos aos mais casuais. Agora resta que os produtos mostrados possam vir a ser utilizados por quem aprecia e prefira roupa africana”, salientou.

Outras actividades

As festividades continuam a ser marcadas com diversas actividades culturais e recreativas, estando previsto para hoje, o dia de encerramento, um workshop sobre as “Potencialidades económicas da província do Zaire” e visitas guiadas aos monumentos e lugares de memória. A agenda reserva ainda uma sessão de cinema com a exibição do filme “O Remorso”, de José Baptista e José Satanha, culminando com um grande concerto musical de variedades, em que vão desfilar vários nomes da praça angolana. Saliente-se que a realização deste I Festival de Cultura Kongo “FestiKongo”, é uma das recomendações da UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura), depois da entrada da cidade de Mbanza Congo na Lista do Património Mundial.

A mesma recomendação alude que o festival deva ser realizado consecutivamente em três anos, podendo o mesmo depois vir a ser facultativo. Entretanto, OPAÍS soube que é vontade do pelouro da Cultura, que a mesma venha a realizar-se com a periodicidade bi-anual. Por esse factor representativo e simbólico, pelo manancial da história e do acervo material e imaterial da cidade, o 8 de Julho foi institucionalizado o dia de Mbanza Kongo, a antiga capital do Reino Kongo, que se estendia ao Gabão, Congo Brazzaville Congo Democrático.

Curiosidade

Desde a fundação do Reino do Kongo, no Século XIII, a cidade de Mbanza Kongo foi a sua capital, o centro político, económico, social e cultural, sede do rei e a sua corte, e, como tal, o centro das decisões. Depois do período colonial, mantém-se capital, não do reino, mas da província do Zaire.

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