A crescente “descompetência” política

A formação de quadros competentes em várias áreas do ensino académico, técnico- profissional e ideológico constitui uma das principais apostas da UNITA para fazer face aos desafi os eleitorais do país, começando pelas primeiras eleições autárquicas, previstas para 2020. Isto mesmo foi dito por Rafael Massanga Savimbi, no Huambo. Mais um que se deixa levar por discurso e pensamento errados. Eu me explico. A batalha pelas autarquias, que foi sobre este assunto a reunião em que discursou, tal como as eleições gerais de 2022, não serão uma batalha de diplomas, é bom que se entenda de uma vez. O que vai valer será a competência política. Estranhamente (embora ele tenha falado de ideologia), MPLA, UNITA e outros passam o tempo a esgrimir as competências académicas dos seus membros, isto é uma forma de armadilhar o país, o que tem de haver é competências técnicas e profi ssionais de angolanos, que depois sejam bem aproveitadas pela competência do dirigismo político para o benefício da nação. Ao fi m e ao cabo, lá bem no fundo, os partidos sabem (ou deveriam saber) que não será exibindo num expositor os diplomas dos seus quadros que trará mais votos, vão ter de pensar e agir politicamente. O que me preocupa é que o desinvestimento dos partidos na competência política dos seus membros e dirigentes está a afastar cada vez mais as pessoas da política, está a descredibilizar as instituições, começando pelos próprios partidos, e isto, sim, pode representar um grande sarilho para o paí

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