Ex- jogador de futebol “Chinho” baleado em Viana

Os meliantes continuam foragidos. O porta- voz da Delegação do MININT, Mateus Rodrigues, disse não terem sido ainda identificas as motivações para a referida acção criminosa

O ex-futebolista, João dos Santos de Almeida, popularmente conhecido como “Chinho”, de 36 anos, foi brutalmente assassinado ontem, em Luanda, por dois meliantes que seguiam a bordo de uma motorizada. Segundo relatos de testemunhas no local, o crime ocorreu numa via secundária (de terra batida) no troço que liga a estrada do Calemba II à estrada principal do Estádio 11 de Novembro, município de Viana, por volta das 10 horas.

Os dois supostos mal feitores conseguiram alcançar a viatura onde transitava e prontamente efectuaram disparos, acabando por atingir a região do abdómem. Contactado pelo OPAÍS, o porta- voz da Delegação Provincial do Ministério do Interior (MININT), Mateus Rodrigues, confirmou o homicídio e disse não terem sido ainda localizados os assassinos do jogador, bem como identificadas as motivações para tal acção criminosa. “Os técnicos estão a trabalhar para recolher à informação possível e tão logo haja mais informação será tornada pública”, disse.

Questionado sobre as medidas que os cidadãos devem adoptar no caso de aperceberem que estão a ser perseguidos, o superintendente alertou que os mesmos devem procurar uma esquadra da Polícia Nacional ou para uma rua onde haja maior movimentação. Enquanto atleta, Chinho representou, nos escalões mais jovens, o Grupo Desportivo da Nocal, mudando-se depois para o Petro de Luanda, onde deixou a marca do seu futebol, actuando na ala direita do ataque.

Foi o substituo de Amaral Aleixo, na era Djalama Cavalcante, tendo feito parte da equipa em 2001 chegou às meias finas da Liga dos Campeões de África. Representou igualmente o Grupo Desportivo Sagrada Esperança da Lunda Norte, com o qual foi campeão nacional em 2005. Foi ainda parte da equipa sub-20 que venceu o CAN-2001 (só não jogou por lesão). Este mundial sub-20 na Argentina. Ao lado de Gilberto, Lamá, Maninho, Delgado, Renato Campos, Roberto e Juca faziam parte de uma geração que marcou a renovação no Petro de Luanda.

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