Editorial: Rios de sangue

Editorial: Rios de sangue

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Desarmamento. Ontem, Angola foi abalada pela notícia de mais um assassinato, o de Chinho, ex-futebolista da Selecção Nacional. As armas continuam a matar em Angola. No mundo inteiro, um relatório das Nações Unidas diz que o crime mata mais do que as guerras. Não há paz no mundo, o sangue continua a correr, ante a impotência dos governos, que não conseguem evitar que armas de fogo caiam nas mãos de criminosos. Há países em que a indústria das armas é um bom negocio, noutros como o caso de Angola, infelizmente, parece que o próprio crime é um bom negócio para algumas pessoas, até porque nem tudo se pode justificar com o desemprego e a carência económica. O pior, no entanto, é sentir que o Estado ainda não fez o suficiente para controlar as armas