Diplomata garante investimento chinês na indústria petroquímica em Benguela

O embaixador da China em Angola, Hong Tao, reiterou em Benguela a intenção de o gigante asiático continuar a investir em Angola em vários domínios da economia. Agora, as atenções dos chineses estarão voltadas para a indústria petroquímica

Embaixador da China em Angola, Hong Tao

Por: Constantino Eduardo, em Benguela

O chefe diplomático em Angola da segunda maior economia do mundo afirmou que a embaixada do seu país em vai continuar a trabalhar no sentido de estimular o empresariado chinês a investir cada vez mais em Angola, preferencialmente nas áreas das pescas, agricultura, logística e, fundamentalmente, na indústria petroquímica, sem avançar, para já, o pacote financeiro em vista. “A parte chinesa vai estimular mais os empresários, para trazermos aqui (a Benguela) mais indústrias para os nossos dois povos”, referiu.

Apesar de ter manifestado apenas Segunda-feira a pretensão de mais investimentos para Benguela, Hong Tao garante, entretanto, haver já empresários chineses a investir centenas de milhões de dólares na província em várias áreas de actividade produtiva, com destaque para as pescas. O diplomata chinês, que esteve de visita à província de Benguela, foi recebido em audiência pelo vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, com quem estudou as possibilidades de se identificar novas áreas de investimento empresarial. Em entrevista à imprensa,  após a audiência, Hong Tao sublinhou a importância estratégica de Benguela, a julgar pelas suas potencialidades económicas, daí que considere a província um parceiro ideal para a China.

Como exemplo, o diplomata chinês elucida a importância de empreendimentos como o Porto Comercial do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela, dois pulmões do centro logístico da região Sul de Angola. “A província de Benguela tem uma importância extremamente estratégica no país. Para além disso, tem um aeroporto internacional”, disse. Para ele, a China e Angola devem tirar maior proveito das potencialidades dos empreendimentos económicos. “Se as duas partes aproveitarem bem esses caminhos-deferro e o porto vamos fazer melhor conectividade entre Angola e os países vizinhos de África e o resto do mundo”, considera. Saliente-se que, nos últimos tempos, a província de Benguela, precisamente o município sede, tem beneficiado de vários investimentos chineses no sector pesqueiro.

As autoridades locais, porém, se por um lado enaltecem tais investimentos, por outro, reprovam o facto de muitos dos empresários estarem agir à margem das normas estabelecidas, fundamentalmente pescando em áreas proibidas por lei. Numa das visitas de constatação do governador provincial de Benguela, no final de 2018, Rui Falcão, insatisfeito com tal cenário, chamava a atenção aos empresários asiáticos para a necessidade do cumprimento da lei marítima, sob pena de se lhes aplicar avultadas multas.

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