“Estamos a tomar medidas para melhorar o ambiente de negócios em Angola”, diz Manuel Nunes

A maior bolsa de negócios no país foi inaugurada, ontem, dia 9, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, que garantiu que estão a ser criadas medidas para melhorar o ambiente de negócios e aumentar o investimento estrangeiro directo, bem como o capital financeiro e tecnológico

Patrícia de Oliveira e Brenda Sambo

A Feira Internacional de Luanda(FILDA) é um certame de dimensão internacional que procura promover parcerias bem sucedidas capazes de gerar o aumento da competitividade da produção nacional e a criação de parcerias de classe mundial.

No seu discurso de abertura, Manuel Nunes, fez uma avaliação da actual situação macroeconómica do país, em que referiu que em finais e 2017 o país apresentava profundos desequilíbrios nas suas contas internas e externas. Por esse motivo, havia a necessidade restaurar os níveis de confiança no mercado e fazer a economia voltar a crescer .

Segundo ele, as medidas tomadas pelo Executivo em Janeiro de 2018 para fazer face a tais situações de desequilíbrio, com a provação de um Programa de Estabilização Macroeconómica começam a surtir efeitos. Nunes Júnior referiu que o déficit fiscal vivido nos anos de 2015, 2016, e 2017 foram substituídos por um superavit orçamental em 2018. Um superavit de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB), Tendo em conta que em 2017 o país havia evidenciado um déficit de 6,3%do PIB.

“O Orçamento Geral do Estado revisto para o presente ano de 2019 prevê um orçamento totalmente equilibrado, com um saldo fiscal igual a zero”, avançou. O responsável sublinhou que a existência de déficit sistemático nas contas públicas trouxe dois grandes problemas para o país, nomeadamente o aumento dos níveis de endividamento e o aumento das taxas de juros praticadas no mercado interno .

O ministro de Estado referiu que , para os próximos anos, o Executivo vai continuar a trabalhar para anular os saldos orçamentais ou superavitários , no intuito de inverter o endividamento no país e abrir espaços para que os bancos comerciais concebam mais crédito à economia. “As taxas de inflação têm conhecido uma trajectória decrescente, tendo-se situado em 2018 em 18,6%, quando a previsão constante no Orçamento Geral do Estado para aquele ano era 28%. Enquanto que para o presente ano espera-se uma taxa de 15%”, disse.

Privatizações

Sobre as privatizações em curso no país, avançou que Angola aprovou recentemente uma lista de empresas e activos do Estado que serão privatizados dentro em breve. Tendo referido que a lista inclui empresas de grande valor, sendo muitas de referência nacional . Esclareceu que com as privatizações o Executivo pretende elevar a eficiência da economia nacional e também aumentar os níveis de emprego e do rendimento dos cidadãos .

O governante avançou ainda que o país deu passos significativos na melhoria dos seus indicadores macroeconómicos e na restauração gradual da confiança dos agentes económicos num espaço de curto tempo. “Sem confiança dos agentes económicos no mercado não há investimentos e sem investimentos não há crescimento económico”, disse, tendo acrescentando que “o crescimento económico é a base da prosperidade das nações”.

Por sua vez, o vice-governador de Luanda, Lino Sebastião referiu que o país se encontra num momento difícil da sua economia, mas, ainda assim, oferece um leque de oportunidades que significa uma grande margem de crescimento para quem acreditar. “Nos próximos dias, expositores nacionais e estrangeiros vão apresentar os seus produtos e assim contribuir para a diversificação da economia”, salientou.

Para o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, a importância desta feira está associada ao facto de gerar negócios significativos decorrentes de “quem quer vender“ e “quem quer comprar”, constituindo assim uma oportunidades única para o intercâmbio de ideias e actualização profissional.

É, portanto, um meio útil na promoção comercial, proporcionando a apresentação do produto ou serviço directamente, possibilitando a multiplicação de contactos, possibilidades de negócios e também vendas. “A FILDA é considerada como um meio de promoção comercial, relacionamentos com agentes e abertura de novos canais de comercialização”, referiu

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