Angola assina acordo de entrada ao Compact Lusófono

O acordo visa acelerar o crescimento inclusivo, sustentável e diversificado do sector privado nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)

Depois de Cabo verde e Moçambique, Angola entra na lista dos países da Lusofonia a assinar o acordo de Compact Lusófono, fundo que permite a Angola beneficiar das condições vantajosas do Compacto Lusófono desenhado entre Portugal e o BAD para os países africanos de língua portuguesa (PALOP)

A assinatura do referido acordo decorreu ontem, em Luanda, na 35ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) que decorre desde Segunda-feira, na Zona Económica Especial (ZEE), sob o lema “Dinamizar o sector privado e promover o crescimento económico”.

O acto foi rubricado pelo ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, o vice presidente do Banco de Desenvolvimento Africano (BAD), Mateus Magala e pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro.

Na ocasião, o vice presidente do Banco de Desenvolvimento Africano (BAD), Mateus Magala, disse que o acordo era importante para acelerar o desenvolvimento do sector privado em Angola nos diferentes sectores da actividade desde a agricultura, energia, turismo, através do reforço financeiro.

Por sua vez, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Teresa Ribeiro, referiu que o compacto surge como mais um instrumento para mobilizar o sector privado e contribuir para o desenvolvimento sustentável e a prosperidade dos povos.

Portugal disponibiliza 400 mil Euros

Até agora, a parte portuguesa disponibilizou um total de 400 mil euros para o fundo de Compact Lusófono de Angola, garantiu Teresa Ribeiro.

A governante portuguesa esclareceu que a iniciativa pretende criar mais investimento, emprego e riqueza nos países lusófonos de África. Angola é o terceiro país africano a assinar o Compacto da Lusofonia, criado em 2015 pelo BAD e pela União Europeia.

O Compact Lusófono é uma plataforma de financiamento, envolvendo o BAD, Portugal e os seis PALOP, fornecendo mitigação de risco, produtos de investimento e assistência técnica para acelerar o desenvolvimento do sector privado nos países lusófonos africanos”, lê-se na nota enviada pelo BAD.

O Compacto para o Desenvolvimento é uma iniciativa lançada no final de 2017 pelo BAD e pelo Governo português para financiar projectos lançados em países lusófonos com o apoio financeiro do BAD e com garantias do Estado português, que assim asseguram que o custo de financiamento seja mais baixo e com menos risco.

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