Falta de especialistas condiciona trabalho do Centro de Reabilitação

Treze médicos especialistas de fisioterapia, ortopedia traumatológica, medicina dentária e geral, fonoaudiologia, neurologia e em cirurgia geral são necessários para a prestação de um atendimento mais especializado e de qualidade no Centro de Medicina e Reabilitação Física “Doutor António Agostinho Neto, no Huambo

O director da unidade sanitária, Fernando Ferreira Vicente, revelou ontem, à Angop, que a falta de especialistas tem condicionado, em grande medida, o normal funcionamento da instituição, que conta com apenas dois médicos. Este número, segundo o gestor público, está longe de atender a média diária de 150 pacientes idos de várias províncias do país, que se dirigem ao centro, localizado no bairro da Bomba Alta, arredores da cidade do Huambo, para ver resolvidas as suas dificuldades motoras.

Fernando Ferreira Vicente realçou que a instituição dispõe de equipamentos suficientes para a prestação de um serviço sanitário de excelência, porém, condicionada pela insuficiência de quadros da carreira médica especializada. No centro, realçou, os pacientes recebem o tratamento convencional de fisioterapia e a hidroterapia, também conhecido como fisioterapia aquática, este último implementado em Maio deste ano, com inclusão do serviço de hidro-massagem e crio-terapia (tratamento a base de gelo).

Em funcionamento desde 1979, criado para ajudar a recuperação de pessoas com deficiência física e tendo sido o primeiro do género no país, esta unidade conta com características específicas para recuperação de pacientes e fabricação de próteses e órteses, e tem internados 15 doentes, na sua maioria, vítimas de acidentes vasculares cardíacos. Esta unidade conta 131 profissionais, dos quais dois médicos, nove fisio-terapeutas, seis ortopedistas, 13 enfermeiros, dois cardio-pneumologistas, dois psicólogos, três electro-médicos e cinco técnicos de laboratório com formação superior.

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