Jovens empreendedores queixam-se da falta de financiamento

A falta de financiamento e a morosidade no tratamento de documentos para a legalização de empresas afiguram-se como principais dificuldades de jovens aspirantes ao empresariado na província da Huíla, afirmou otem o coordenador do Fórum Angolano de Jovens Empreendedores (FAJE), Piedade Pena

Em declarações à Angop, o coordenador do FAJE disse ser necessário que o Estado trace políticas de financiamento para os jovens, de modos a criar ideias inovadoras viradas ao auto-emprego e ao empreendedorismo. Piedade Pena fez saber que para contornar a situação, o FAJE criou junto dos seus filiados, desde 2015, uma cooperativa interna de crédito, que visa financiar os projectos de jovens empreendedores ao nível provincial.

Referiu que para a criação da mesma foi necessário um convénio entre a instituição que coordena, o Ministério da Justiça e o Banco Nacional de Angola, para que se concluísse o processo que deu entrada em 2015, tendo sido concluído apenas no final de Junho último. Segundo o coordenador do Fórum, Piedade Pena, o real papel do FAJE é de fomentar o auto-emprego e empreendedorismo, transmitir aos jovens práticas de gestão, finanças e contabilidade, apoiá-los através das políticas público-privadas, apresentando as suas preocupações aos parceiros, sejam bancos comerciais, governos provinciais e as administrações municipais.

Disse ainda que para os jovens que têm dificuldades na criação de empresa, é preciso, numa primeira fase, recorrerem ao Balcão Único do Empreendedor (BUE), onde podem fazer a constituição da sua empresa de forma gratuita. O Fórum Angolano de Jovens Empreendedores existe desde 2010 e até 2017 possuía mais de dois mil e 500 jovens registados nos núcleos municipais e provinciais, ao nível nacional. Hoje, o Fórum controla 970 filiados, mas apenas 154 estão completamente organizados e têm as suas obrigações fiscais controladas, tendo criado actualmente 980 postos de trabalho.

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