MININT e Educação juntam-se aos esforços em apoio às vítimas da seca

Responsáveis da delegação do Ministério do Interior (MININT) e do Gabinete da Educação na província do Huambo procederam ontem, Quarta-feira, à entrega de bens de primeira necessidade, no sentido de contribuir nos esforços que visam minimizar as carências da população do Sul de Angola vítima da seca.

Para o efeito, as duas instituições entregaram bens perecíveis e não perecíveis às autoridades do Planalto Central, no âmbito da campanha “Huambo – semente da solidariedade”, aberta no dia 12 de Junho, em resposta ao “grito de socorro ” da população do Sul do país, que enfrenta sérios problemas de falta de alimentos e de água, em consequência da estiagem que ocorre desde Outubro de 2018.

Durante o acto solidário, os órgãos executivos centrais do Ministério do Interior (Polícia Nacional, Serviço de Investigação Criminal, de Bombeiro e Protecção Civil, Penitenciário e de Migração e Estrangeiro) fizeram chegar ao Governo do Huambo dez toneladas de bens diversos, entre alimentos, água mineral e vestuários, pressupostos indispensáveis para a sobrevivência humana. Simultaneamente, o Gabinete da Educação juntou-se ao mesmo esforço ao responder com duas toneladas de bens perecíveis e não perecíveis, tendo o seu director, Celestino Piedade Chiquela, referido que as mil e 218 escolas públicas desta região serão igualmente instadas a unirem-se a esta causa solidária. Em declarações à imprensa, a directora do Gabinete de Acção Social, Família e Igualdade de Género, Maria de Fátima Cawewe, realçou que o envolvimento de todas as franjas da sociedade é bastante importante para o êxito da campanha, com término previsto para o próximo dia 16.

A responsável informou que, até ao momento, foram recolhidas mais de 30 toneladas de bens diversos no município do Huambo, capital da província com o mesmo nome, enquanto se aguarda pelo balanço geral com os donativos entregues nas administrações municipais. Das províncias da Região Sul de Angola, a do Cunene é a mais afectada, pois enfrenta, desde Outubro de 2018, a mais severa estiagem da sua história, que já deixou mais de oitocentas mil famílias e mais de um milhão de bovinos à beira da morte. São, no total, 857 mil 443 pessoas a viver os efeitos da estiagem e um milhão e 100 mil bovinos em risco de morte, por fome ou por sede. A falta de chuva prejudica a agricultura de subsistência, visto que as sementes não germinam e a colheita está comprometida.

error: Content is protected !!