PR augura estabilidade na região dos Grandes Lagos

 

O Presidente da República, João Lourenço, espera que a região dos Grandes Lagos conheça, num futuro breve, dias melhores, numa altura em que estão em curso esforços para erradicar o fenómeno dos grupos armados na República Democrática do Congo (RDC) que criam instabilidade na região.
Ao falar na abertura da cimeira quadripartida (Angola, RDC, Rwanda e Uganda), que Luanda acolhe nesta sexta-feira, João Lourenço sublinhou que a reunião visa traçar etapas para solucionar os problemas que essa sub-região de África enfrenta.

“Não digo uma solução imediata mas, pelo menos, na certeza de que muitos dos problemas que esta sub-região, de concreto vive, poderão (…) conhecer dias melhores”, afirmou o Estadista angolano no encontro, que encerra hoje.

Na sua alocução, o Chefe de Estado falou igualmente sobre o alargamento da cimeira, numa referência à presença em Luanda do homólogo do Uganda, Yoweri Museveni.

Em Junho, Angola e Rwanda decidiram juntar-se à República Democrática do Congo nos esforços para erradicar os grupos armados congoleses e estrangeiros que actuam naquele país vizinho.

A decisão foi anunciada em N’sele, a leste da capital congolesa, no termo de uma mini-cimeira que reuniu os chefes de Estado dos três países vizinhos da sub-região central de África, designadamente João Lourenço, de Angola, Paul Kagamé, do Rwanda, e Félix Tshisekedi, da RDC.

A cimeira de Luanda realiza-se a convite do Chefe de Estado João Lourenço aos seus homólogos Félix Tshisekedi, Paul Kagame e Yoweri Museveni.

Numa nota de imprensa, a Casa Civil do Presidente da República anuncia que a reunião se realiza a convite do Chefe de Estado, João Lourenço, aos seus homólogos Félix Tshisekedi, Paul Kagame e Yoweri Museveni.

 

Angola partilha com a República Democrática do Congo uma fronteira de cerca de 2 mil e 500 quilómetros incluindo a parte partilhada do Rio Congo (ou Zaire), o maior curso fluvial da RDC, que desagua no Atlântico na costa da província angolana do Zaire.

O Rwanda, país do centro de África, por seu lado, em 2014, vinte anos depois do genocídio de 1994, recuperou a sua economia e demonstra dados estatísticos surpreendentes sobre a redução da pobreza, de 59 por cento para 44 por cento em 2011, e um crescimento de 8 por cento por ano do seu PIB per cápita, agora de USD 1500. Apresenta ainda 95 por cento da taxa de matrícula no ensino primário e 71 por cento da taxa de analfebitação, com base num relatório do Banco Mundial de 2013.

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