Com o capacete a abanar

Hoje é dia de festa, dia de rock, uma das mais belas invenções da humanidade, apesar dos que não suportam o barulho. O rock, em todas as suas variantes, nos seus anos de existência, tem também sido um meio de afi rmação, uma arma melódica para a integração do mundo, tem sido um dos veículos de ideias, algumas das mais edifi cadoras de sempre. De humanização. Mas é sobretudo uma imensa ponte, ou parte dela, a ponte que une o mundo através das milhões de variações moldadas com sete notas musicais. De música de alienados, como era vista no início por alguns puritanos, estabeleceu-se até na mensagem religiosa. Hoje é Dia do Rock, efeméride nascida de um gesto de entrega, de centenas de músicos, de milhões de almas, pelo outro, pelo ser humano. Por africanos. Angola não é muito roqueira, mas temos por cá jovens nesta onda, muitos, felizmente. O que faz falta agora é a divulgação, a liberdade de se seguir a cultura rock, que já não admite ser vista como pertença ocidental, o rock é na sua essência uma grande mistura, e África lá está também. O que é pena é as rádios terem perdido o seu papel educador, edifi cador, e nisto também se perdeu a difusão do rock e da sua história, das suas estrelas, da sua mensagem. Seja como for, hoje é mesmo da para abanar o capacete. E é Sábado, não há desculpas para não ouvir a batida. Salte, se lhe apetecer.

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