Governo e Oposição da Venezuela terão “mesa de trabalho” permanente sobre crise

Governo e Oposição da Venezuela terão “mesa de trabalho” permanente sobre crise

Delegados de Maduro e do líder opositor Juan Guaidó – auto-proclamado presidente interino do país e reconhecido no cargo por 50 de países – concluíram Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, e o opositor Juan Guaidó Eduardo Bolsonaro, deputado filho de Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil em Barbados uma reunião iniciada na Segunda-feira, dando continuidade a uma aproximação mediada pela Noruega iniciada em Maio passado em Oslo. “Foi desenvolvida uma intensa jornada de trabalho com os seis pontos que foram acordados com o Governo da Noruega e as oposições”, disse Maduro nesta Quintafeira num pronunciamento transmitido pela rádio e televisão, sem revelar os temas.

Antes, o ministério norueguês dos Assuntos Exteriores emitiu um comunicado explicando que “como parte deste processo, foi instalada uma mesa que vai trabalhar de forma contínua e expedita, com a finalidade de chegar a uma solução acordada e no âmbito das possibilidades que a Constituição oferece”. “Está previsto que as partes realizem consultas para poderem avançar na negociação”, acrescentou o texto, sem dar detalhes sobre as datas dos novos encontros.

O Governo europeu exortou as partes a tomarem a “máxima precaução nos seus comentários e declarações com relação ao processo”. Ao lado de Maduro, Héctor Rodríguez, negociador do Governo, antecipou um “caminho complexo”, mas que poderia levar a um “acordo de coexistência democrática” e “governabilidade” onde ambas as facções se reconhecem. Anteriormente, o ministro de Comunicação, Jorge Rodríguez, classificou o encontro de Barbados como uma “troca exitosa”, ao anunciar a conclusão do evento na noite de Quarta-feira. Já o representante de Guaidó, Stalin González, afirmou no Twitter que os venezuelanos necessitam de “respostas e resultados”, e anunciou que a delegação opositora “fará consultas para avançar e encerrar o sofrimento”.

Guaidó é enfático em que o diálogo deve levar à saída de Maduro para estabelecer um “governo de transição” e convocar novas eleições, considerando que a reeleição do governante em 2018 foi fraudulenta. Mas no encerramento do encontro na ilha caribenha, o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, negou que o Governo esteja a discutir com a Oposição uma saída eleitoral. As partes iniciaram uma aproximação após a fracassada tentativa de golpe militar liderada por Guaidó contra Maduro, que segue no poder com o apoio das Forças Armadas e que descarta abandonar a presidência, apesar de manter optimis