Exposição Okufeit(ka) preenche programa pedagógico na Jahmek Contemporary Art em Luanda

A colecção associada ao programa educativo “Okuoya”, procura mostrar como as nuances do passado podem ser reimaginadas de uma forma poética, e já foi visitada por mais de 400 pessoas desde a sua inauguração a 30 de Maio

A produção de diferentes formas de conhecimento sobre o passado e discorrer sobre a sua preservação, reconstrução ou preservação, levou Iris Buchholz Chocolate a ilustrar a História do Sítio Arqueológico do Féti, localizado a 95 quilómetros da cidade do Huambo. A exposição, reproduzindo a história esquecida da referida localidade, é composta por obras que reflectem a arqueologia das memórias da realeza, a mineração, a caça, a guerra e a identidade cultural, estimulando uma atmosfera de redes, coberta do passado e de história da nossa existência.

Nesta colecção, que estará ao dispor do público até 3 de Agosto, congregando desenhos, carimbos, estampas, estudos de cor e instalações usando latão, cobre, carvão, argila, cera, ráfia, chifres, a artista reflecte a arqueologia da mente, as memórias da realeza, a mineração, a caça, a guerra e a identidade cultural, estimulando uma atmosfera de redescoberta do passado e da nossa história. Com penas e o som, os artefactos ecoam a linguagem, a memória, o mito e as práticas culturais e sociais de uma sociedade ancestral Ovimbundu, no Planalto Central de Angola. Mostram Féti como um lugar real e imaginado, ocasionando um olhar crítico sobre a história das antigas culturas materiais como pensamos que as conhecemos. A mostra foi inicialmente inspirada por um livro do etnólogo alemão Alfred Schachtzabel, sobre as viagens pelo Centro e Sul de Angola, onde o etnólogo visitou a estação arqueológica do Féti em 1913.

A artista

Iris Buchholz Chocolate, nascida na Alemanha em 1974, vive e trabalha em Luanda. Grande parte do seu trabalho coloca em questão noções de percepção e memória, algures entre o cânone da história, com as suas narrativas lineares e o arquivo da memória colectiva. Questionando o silêncio, as suas obras carregam experiências passadas e reflectem sobre a apropriação, e reprodução cultural, fazendo referências claras à cultura local como o substrato desse questionamento. Usando diferentes meios e trabalhando em estreita colaboração com artesãos locais, ela desenvolve uma narrativa que engloba diversos momentos e questiona as suas consequências na memória. Iris Buchholz Chocolate formou- se em design de comunicação, especializando-se em teoria, texto e concepção.

Exposições

Iris Buchholz Chocolate participou nas seguintes Exposições Individuais: 2016 A Sul. O Sombreiro, com curadoria de André Cunha, MAAN, Luanda, Angola. 2015 Amigo, performance, Luanda, Angola. 2013. Os sonhos do imbondeiro, com curadoria de Suzana Sousa, Siexpo – MNHN Luanda, Angola. 2001 Das Los, Intervenção artística na cidade, Kulturforum Schorndorf, Alemanha. Exposições Colectivas: 2019 4th Montevideo Biennial, Montevideo, Uruguay. A Doll’s House, Kapellhaus, Baku, Azerbaijan. 2018 11th Mercosul Biennial, Porto Alegre, Brazil. Mystery of Foreign Affairs, Maputo, Mozambique. Indivíduo. Cidade. Metamorfose. Jahmek Contemporary Art, Luanda, Angola. 2017 Th e Atlantic Triangle, curated by Alfons Hug and Paula Borghi, Rele Gallery Lagos, Nigeria.

Th e Atlantic Triangle, SARACURA, Rio de Janeiro, Brazil. Madgermanes Kunstverein Schwerin, Schwerin, Alemanha. Everything is Illuminated, performance no Etimba Fest, Benguela, Angola. 2016 representou Angola na exposição Highlights: Sight and Sounds: Global Film and Video, Th e Jewish Museum New York, Estados Unidos. 2014 Sights and Sounds: Global Film and Video. Th e Jewish Museum, New York, Estados Unidos. 2010 II Trienal de Luanda, Luanda, Angola. 2009 Art and Family, M1 Singapore Fringe Festival, curador Tan Boon Hui, National Museum Singapore.

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