Porto Pesqueiro arranca com mil e 500 empregos no Cuanza-Sul

Dentro de dois meses a primeira fase do Porto Pesqueiro do Porto Amboím entra em funcionamento na sede do município com o mesmo nome, na província do Cuanza-Sul

O governa dor provincial, Job Capapinha , esteve recentemente no local e enalteceu os mentores a prosseguir com este investimento, o primeiro do género na circunscrição. Em construção pela empresa WangFestão-KP, de direito angolano, a empreitada vai proporcionar mil e 500 empregos directos e quatro mil indirectos. Em entrevista a OPAÍS, o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Francisco Pereira, informou que o projecto que está a ser erguido com fundos próprios, está com uma execução física ao nível dos 80 por cento da sua conclusão.

Construído num perímetro de 800 mil metros quadrados, o empreendimento dispõe de tecnologia de ponta para o exercício da actividade piscatória e congrega vários serviços. Trata-se de um conjunto de baterias de câmaras de congelação, armazéns, áreas de embarque e desembarque, secagem e embalagens, distribuição, assistência técnico-material e outros. O Porto Pesqueiro do Porto Amboim, segundo Francisco Pereira, passará a funcionar inicialmente com 20 barcos de um conjunto de 50, que espera receber da China e, neste momento, aguarda por licenças a serem cedidas pelo Ministério do de trabalho para competirem e/ou trocar conhecimentos com os expatriados.

Responder ao apelo do PR

Francisco Pereira explicou que a construção deste primeiro Porto Pesqueiro nesta circunscrição, responde ao apelo do Presidente da República, João Lourenço, lançado em Janeiro deste ano, quando falou da necessidade da construção de mais portos pesqueiros no país. “Não ficamos surdos ao apelo do senhor Presidente da República sobre a construção de portos pesqueiros, e aqui estamos a dar os primeiros passos”, justificou o empresário. Ele, que é também formado em pescas, disse ser importante que se aposte mais neste sector, não só para revitalizá-lo, mas também para proporcionar empregos aos angolanos. Segundo a fonte, apesar da complexidade do sector piscatório, é um dos que pode ajudar a combater o desemprego, que, segundo as autoridades angolanas, mais de 3 milhões de cidadãos estão sem trabalho, desde meados de 2014, altura em que começou a crise económica e financeira internacional. Francisco Pereira entende que o combate ao desemprego não pode ser uma missão exclusiva do Governo, mas de todos os empresários “porque não pode continuar a ser o principal empregador no nosso país”

Porto Pesqueiro do Ambriz

Durante a entrevista, Francisco Pereira anunciou que, depois da entrada em funcionamento do Porto Pesqueiro do Porto Amboim, a WangFestão- KP prevê construir um outro no município do Ambriz, província do Bengo. Informou que a construção deste futuro porto está condicionada à autorização do administrador municipal, de quem se sabe que está sempre pronto e disponível para o receber, depois de a sua empresa ter sido autorizada pelo governo provincial para o efeito.

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