BM assina acordo para apoiar privatizações

Para efeito de materialização dos apoios, o Banco Mundial dispõe de USD 5 milhões e 899 mil, valor que vai servir também para dar cumprimento às acções subsequentes deste programa.

Os acordos foram rubricados pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira e pelo director do Banco Mundial para Angola e São Tomé e Príncipe, Abdoulaye Sech, recentemente nomeado pelo Conselho de Administração desta instituição financeira de Bretton Woods.

Dos acordos assinados consta ainda o estabelecimento em Angola (abertura de escritórios) da Corporação Financeira Internacional (IFC), da Agência Multilateral de Garantias do Investimento (MIGA) e da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), instituições do grupo Banco Mundial. Estas instituições passam a estar mais próximas do empresariado angolano e assim oiderdar respostas com maior celeridade aos pedidos de assistência técnica ou financeira à classe das 18 províncias do país. Outro acordo, no valor de USD 2 milhões, é sobre compras no sector da energia (PPA em sigla inglês), um instrumento de fortalecimento do sector da energia, com destaque para a Rede Nacional de Transporte (RNT).

Após a assinatura dos acordos, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, considerou serem instrumentos bastante importantes para Angola, sobretudo neste momento em que o país vive de reformas e procura diversificar a economia nacional, com a potenciação do empresariado nacional. Enquanto isso, o director do Banco Mundial para Angola e São Tomé e Príncipe, Abdoulaye Sech, disse ser muito encorajador ver as reformas em curso em Angola e observar o que o governo está a implementar em prol do benefício da população, um exemplo que para si deve ser replicado em outros países africanos. “Estou feliz em estar aqui hoje para aprender as agendas das reformas em curso em Angola, os desafios em curso e como o Banco Mundial pode suportar as reformas no país”, manifestou Abdoulaye Sech, destacando a abertura dos escritórios do IFC em Angola.

Em Angola, o IFC apoia o empresariado desde 1987. Actualmente, a carteira de financiamento disponível é de cerca USD de 75 milhões, segundo a sua representante do IFC em Angola, Katia Daude Gonçalves, em declarações à imprensa. Sem precisar o total de empresa assistidas, referiu que um dos acordos de assistência financeira beneficiou algumas instituições bancárias como o Banco de Negócios Internacional (BNI) o Millennium Atlântico, este último com um valor de USD 100 milhões. A construção do hotel Hilton, em Talatona, Luanda, também está a contar com o financiamento do IFC.