Comandante da Polícia desdramatiza suspensão do director da Ordem Pública

O delegado provincial do Ministério do Interior(MININT) e comandante da Polícia Nacional em Benguela, comissário Aristófanes dos Santos, lamentou o facto de a informação dando conta da suspensão aplicada ao director provincial da Ordem Pública, Carlos Mota, ter vazado para o público, por se tratar de um assunto de natureza interna, mas esclarece que o oficial ainda não sofreu qualquer sanção

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Aristófanes dos Santos efectuou aquela que é tida como a primeira visita de campo, desde que assumiu os destinos do Ministério do Interior e da Polícia Nacional em Benguela, há sensivelmente um mês. A ocasião foi aproveitada para o responsável radiografar o sector sob sua jurisdição, que se vai debatendo com uma série questões, que vão desde a falta de condições de habitabilidade às insuficiências de esquadras, meios rolantes, recursos humanos, entre outras necessidades, para as quais promete ensaiar as melhores práticas de as combater, de modo que não condicionem as estratégias que tem desenhado para a província de Benguela, no que respeita à segurança pública.

Assim sendo, considera imperioso que se garantam melhores condições de trabalho para o efectivo, “para o desempenho da função policial”. Após uma visita marcada, fundamentalmente, por constatações de problemas, Aristófanes respondeu a várias perguntas dos jornalistas que, além dos problemas elencados pelo comandante provincial, não deixaram de confrontá-lo com o “assunto do dia”, relacionado com a suspensão de Carlos Mota. Suspensão de Carlos Mota Questionado sobre a gestão do processo “suspensão”, Aristófanes começou, primeiro, por lamentar o facto de o conteúdo do mesmo ter vazado para o público, quando se tratava de um assunto interno. Informou que o problema de competência do subordinado não se coloca, esclarecendo que a ele ainda não lhe foi aplicada qualquer sanção e, no final, verse- á que decisão se deverá tomar ao nível do processo “não há aqui nada relacionado com a sua competência”, disse. De notar, no entanto, que num comunicado, de 5 de Julho, o comandante provincial da Polícia Nacional, Aristófanes dos Santos, suspendia o director provincial da Ordem Pública, Carlos Mota, por alegada insubordinação.

Insuficiências de esquadras

O número de esquadras e postos policiais de que o comando municipal de Benguela dispõe fica muito aquém do desejado. Deste modo, e para que se tenha uma segurança aceitável, Aristófanes dos Santos considera necessário o aumento do número de 5 para 8 esquadras e mais 16 postos de polícia. “Significa que temos de construir novas esquadras, novos postos e apetrechar essas unidades que vão ser criadas, mas mais do que isso, há necessidade do reforço ao nível dos efectivos”, disse. “Nós temos alguns efectivos que passaram para a reforma e então há necessidade de se fazer esse reforço”, defende. Para lá dos problemas que constatou no comando municipal de Benguela, o também delegado do MININT realça, contudo, que a segurança pública está garantida, ciente de que tudo terá de ser feito para que a população “viva em paz”, “em segurança” e tranquilidade. O comandante provincial deplora a falta de condições da Polícia em Benguela que, no seu ponto de vista, devia preocupar qualquer gestor de uma força policial. “Como sabem, as nossas forças e serviços trabalham 24/24h, então é preciso que as condições de alojamento e habitabilidade estejam à altura”, defende.

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