‘Pesos-pesados’ depõem no caso CNC

Mário Palhares (banqueiro), Carlos Feijó (antigo-ministro de Estado e chefe da Casa Civil do ex-Presidente da República) e Álvaro de Boavida Neto (ex-governador do Bié) estão entre as testemunhas que poderão ser ouvidas hoje no Tribunal Supremo, em Luanda, sobre o Caso CNC, com vista a descoberta da verdade material.

Além deles, entre as 14 testemunhas figuram ainda Manuel da Cruz Neto (que também exerceu o cargo de ex-ministro de Estado e Chefe da Casa Civil), Justino Fernandes (antigo presidente da Federação Angolana de Futebol), António Mosquito (empresário) e André Luís Brandão (ex-ministro dos Transportes). São igualmente testemunhas Ismael Diogo, presidente da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), Nuno Pereira, Alcides de Almeida Paulo, Paulo Adolfo Vaal Neto, Nelson Alberto Jimbi, José Paulo Kindanda e Farouk Ibrahim. Este caso envolve o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, e quatro antigos dirigentes do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), acusados de peculato, violação de normas de execução de orçamento, branqueamento de capitais e abuso de poder na forma continuada.

Os depoimentos de André Luís Brandão, que foi substituído por Augusto Tomás, em 2008, consideram-se fundamentais para se perceber como funcionava o CNC na data dos factos. Todavia, antes de ouvir tanto ele como as demais testemunhas, serão inquiridos peritos da Ordem dos Contabilistas de Angola, do Banco Nacional de Angola e do Ministério das Finanças com o intuito de serem esclarecidas algumas dúvidas que surgiram no rol dos depoimentos dos arguidos.

Na última Quarta-feira, os juízes da Camara de Criminal do Tribunal Supremo, que conduzem esse processo, concluíram o interrogatório dos 34 declarantes, com a audição do Inspector-geral da empresa de segurança Nova Somil, Nelson Alberto. Essa empresa, propriedade de Augusto Tomás, ex-ministro dos Transportes que também está a ser julgado nesse caso, prestou serviços ao Instituto Superior de Gestão, Logistica e Transporte (IGEST) afecto a esse departamento ministerial.

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