Produtos da cesta básica em alta

Começou pela farinha de trigo, mas agora chegou aos frescos e outros produtos muito presentes na mesa de todos os angolanos. As donas de casa voltam dos aprovisionamentos logísticos desiludidas em consequência da subida dos preços dos produtos alimentares

Uma ronda pelos principais pontos de provimento de bens alimentares mostra que todos os compradores queixam- se de já não poderem adquirir o mesmo que o mês passado. Segundo compradores, grande parte dos produtos da cesta básica registam significativos incrementos nos preços nos últimos dias. Uma reportagem emitida esta semana pela Tv Zimbo mostrou sinais iguais, numa das maiores praças do país, a cidade de Benguela, onde os compradores queixavam-se de incrementos nos preços de produtos como frango, peixe, massa alimentar, arroz, sal, óleo e fuba.

Nesta Quarta, 18, donas de casa que falaram a OPAÍS revelaram regressar das compras “desiludidas” em consequência de subidas significativas nos custos da maior parte dos produtos da cesta básica. “Há duas semanas comprei frescos em caixa e hoje apenas consegui comprar entrando às meias com outra pessoa, porque o dinheiro que trouxe não chegou para fazer as compras planeadas”, começou por contar Margarida Sousa, funcionária pública e que procurava por produtos para renovar os provimento para sustento diário da família.

Outra dona de casa queixou-se da “redução do tamanho do pão”. Segundo a mesma, o funcionário da padaria confidenciou-lhe que a “redução” tinha sido a solução encontrda para não “mexer” no custo do pão.“A farinha subiu entre 2 mil e 2500 Kwanzas e a unica forma de fazer negocio é reduzir nas gramas do pão”, contou à nossa entrevista a cliente que pediu anonimato. Uma combinação de factores estará a concorrer para um sentimento de nervosismo por parte do consumidor.

A chegada do IVA, a subida dos preços da televisão por satélite, a prometida subida dos preços dos combustiveis, dentre outros factores motivam uma incerteza para grande parte dos agregados familiares. Nem mesmo as promessas de que as medidas em si não “afectariam o bolso do cidadão” servem para acalmar tal sentimento que começa a generalizar-se e virou conversa de bar nos ultimos dias.

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