Astronauta da Apollo 11 Buzz Aldrin desiludido com actuais capacidades lunares dos EuA

Quando o presidente dos Estados unidos, Donald Trump, perguntou a Buzz Aldrin, o segundo ser humano a pôr os pés na Lua, o que ele pensava sobre a actual capacidade dos norte-americanos de operarem no espaço 50 anos após a missão da Apollo 11, o ex-astronauta tinha uma resposta na ponta da língua

Na verdade, eu estou um pouco decepcionado nos últimos 10 ou 15 anos”, disse Aldrin a Trump na Sexta-feira. Com a celebração dos 50 anos do primeiro pouso lunar nesta semana, Trump trouxe ao Salão Oval da Casa Branca os astronautas sobreviventes daquela missão, Aldrin e Michael Collins, e parentes do falecido Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua. Trump, um forte entusiasta da missão dos EUA para Marte, fez perguntas a Aldrin e a outros, incluindo ao administrador da Nasa, Jim Bridenstine, numa maneira que sugeria que ele gostaria de pular a missão à Lua no caminho para embarcar para Marte. Perguntou se os Estados Unidos utilizariam a Lua como um ponto de lançamento para Marte, o que é o actual plano, ou se eles iriam directos para o Planeta Vermelho.

Aldrin disse que o programa espacial dos EUA teve grande êxito há 50 anos atrás, mas que a era actual era mais problemática, e o decepcionava. Aldrin disse que os actuais planos dos Estados Unidos para a próxima missão lunar não permitem maleabilidade significativa da nave enquanto ela está na órbita lunar.

Trump voltou-se para Bridenstine e perguntou-lhe: “Como você se vê no meio de tudo isso, Jim?” “Estamos a trabalhar a sério nisso, na verdade”, respondeu Bridenstine. E contou a Trump que a cápsula Orion que está a ser desenvolvida com o objectivo de chegar à Lua em cinco anos poderá pôr um módulo pequeno em órbita ao redor da Lua, funcionando como uma pequena estação espacial.

 

 

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