Irão diz que apreendeu navio-tanque após colisão, Reino unido considera decisão “acto hostil”

O Reino unido chamou de “acto hostil” a apreensão de um petroleiro britânico pelo Irão no Golfo neste Sábado, rejeitando a explicação de Teerão de que apreendeu a embarcação por ela ter se envolvida num um acidente

A acção da Guarda Revolucionária Iraniana, que ocorreu Sextafeira na região marítima de comércio de petróleo mais importante do mundo, foi vista pelo Ocidente como a maior hostilidade em três meses de confrontos que levaram Irão e Estados Unidos à beira da guerra. O incidente ocorreu duas semanas após o Reino Unido apreender um petroleiro iraniano em Gibraltar, acusado de violar sanções contra a Síria, um ato que despertou muitas ameaças iranianas de retaliação.

A secretária de defesa britânica, Penny Mordaunt, considerou o incidente um “acto hostil”. O secretário de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, disse que expressou a sua extrema decepção numa ligação telefónica ao colega iraniano, Mohammad Javad Zarif.

O Reino Unido também convocou o encarregado de negócios iraniano em Londres. Um porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana, General de Brigada Ramezan Sharif, disse que Teerão havia apreendido o navio no Estreito de Ormuz apesar da “resistência e interferência” de um navio de guerra britânico que o escoltava.

A agência de notícias iraniana Fars disse que a Guarda tomou o controlo do Stena Impero na Sexta-feira após o navio ter colidido com um barco de pesca iraniano e ignorado o seu pedido de ajuda. O navio, que não carregava cargas, foi levado ao porto iraniano de Bandar Abbas. Ele deverá permanecer lá, os 23 tripulantes – 18 deles indianos – enquanto o acidente é investigado, disseram as agências de notícias iranianas, citando o chefe dos Portos e Organização Marítima da província de Hormozgan. A agência de notícias semi-oficial Tasnim postou um vídeo de um navio ancorado no mar, com o nome claramente visível. Zarif disse a Hunt que o navio deve passar por um processo legal antes de ser liberado, segundo a agência de notícias iraniana INSA.

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