O editorial:das intenções ao fazer

A grande vantagem do Presidente João Lourenço na luta contra a corrupção é ter reconhecido sem rodeios que ela existe em Angola e que mina as hipóteses de desenvolvimento do país. Depois, seguem-se dois aspectos importantes: a aceitação igualmente da sociedade e a vontade de alinhar na luta. Até que, no plano das vontades ou intenções, tudo muito bem.

Falta o resto: fazer. A polémica em torno do anúncio televisivo da Procuradoria Geral da República que retrata uma enfermeira corrupta, surgiu apenas porque a classe não foi ouvida, porque a classe julga haver corruptos em todas as outras áreas de actividade e que assim, isolada, sai lesada na sua imagem.

E não deixa de ter razão, tal como a tem a PGR. Mas cada vez mais vamos tendo exemplos de gente que aponta o dedo a outros e se esquece da sua própria corrupção. Estamos a entrar num plano em que ninguém é corrupto, mas todos assumem que a sociedade é corrupta. uma boa forma de estragar tudo e continuar tudo como antes.

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