Ponham “Ordem” na classe dos taxistas

Francisco Carneiro Ingombota

Caro director e trabalhadores da Redacção. Os meus melhores cumprimentos. Hoje vou-vos falar dos nossos taxista, que pautam principalmente pela ignorância total das sinalização no pavimento, continuamente violada por ”mbaias” e ziguezagues, (in)justificados pela necessidade de desenvencilhar-se do trânsito caótico e congestionado de Luanda. Enfim, também é vero que a actividade de táxi é o sustento para muitas famílias pelo número de postos de trabalho gerados. Mas o que está a faltar é isso processar-se à margem das regras duma sociedade que se quer ordeira e inclusiva. Penso e sugiro que as associações de taxistas,ao invés de só se manifestarem quando o assunto é definição de paragens; greve motivada pela subida dos preços dos combustíveis, se convertam em Verdadeiras Ordens Profissionais, à semelhança das dos Advogados, Médicos e Contabilistas. Como medidas de controlo, aos potenciais investidores no sector, a atribuição de licenças pela DNVT deve ser condicionada a uma anterior inscrição e registo do veículo na Ordem Profissional (entenda-se associação). Os candidatos a taxista, para além da carta de condução profissional, devem portar também uma cédula de condutor emitido pela novel Ordem dos Taxistas Profissionais, depois de submetidos a um exame psicotécnico para avaliar a coordenação motora, os níveis de ansiedade e reacção ao stresse etc. As taxas e emolumentos pagos pelos associados à Ordem, serviriam para a realização de sessões de formação, treinamento e refrescamento dos condutores. Não obstante a remuneração do condutor e cobrador bem como os ganhos do investidor, devessem continuar dependentes de acordo entre o proprietário do veículo e o motorista.

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